Árvore ou Raiz?

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Passou-se um dia desde que o Stefan se foi. Aquela imagem não me saí da cabeça, ele estava sorrindo, uma lágrima caiu de seus olhos quando de repente o feitiço estava feito.

Eu não sei falar o que eu estou sentindo agora. É uma mistura de ódio e de amor, paixão e adrenalina. Eu só quero que esses 500 anos passem rápido e que isso acabe. Eu preciso do amor da minha vida.

Liguei para o Peter, para a Sophie e para o Karl. Contei a eles tudo que acontecera no meu encontro com o Original, com aquilo tudo do feitiço não deu tempo de contar o que eu descobrira sobre os seres sobrenaturais.

- Vamos matar o Damon hoje. - Eu disse a eles pelo telefone.

- Darfany..sei que você esta com raiva,mas vamos esperar um pouco. Você acabou de perder uma pessoa que você amava. - Disse Sophie.

- Uma pessoa que eu amo. Que eu amo. E não eu não o perdi. O Stefan vai voltar, só vai demorar um pouco. - Eu respondi chorando. - Mas mesmo assim, eu quero fazer isso hoje! Vamos acabar com tudo isso de uma vez.

Desliguei o telefone. Nós marcamos de nos encontramos na caverna para decifrarmos um desenho que só eu e o Peter tínhamos conhecimento.

- Em todas as páginas perdidas do diário há uma árvore desenhada. - Eu disse mostrando o desenho à Sophie e ao Karl.

- Essa árvore... Eu já a vi ! - Disse Stephany saindo de trás da parede da caverna.

- Stephany? O que você esta fazendo aqui?- Perguntei assustada.

- Eu...queria ficar sozinha. - Ela disse. - La em casa chega visita toda hora. Eles acham que foi infarto.

- Olha nós não queríamos te meter nisso. Sabemos o quanto você está mal por isso tudo. - Sophie disse.

- Tudo bem. Mas eu posso ajudar. - Stephany respondeu pegando o desenho da árvore e virando de cabeça para baixo.

- O que é isso? - Perguntou Karl.

- É uma raiz. - Ela respondeu. - Eu tenho sonhos  com ela há uma semana. É sempre o mesmo sonho: Eu estou lá na fazenda, e começo a andar na trilha abandonada. Lá tinha uma árvore caída e a raíz era igual a essa. Tem que significar alguma coisa.

Pensamos um pouco antes de decidirmos ir até a fazenda da Stephany. A familia dela nos acolheu bem e quando eu encostei na avó dela foi como se esta soubesse de toda a minha vida. Parece que ela também era sensitiva.

- Então, vocês vieram por causa da raiz não foi? - Perguntou a Sharon.

- Foi sim vovó. - Respondeu Stephany.

-  Eu tenho tido sonhos com essa raiz todas as noites. Posso desenhar um mapa para você Darfany, mas minha neta não vai se meter nisso.

- Mas vó...

- Mas nada Stephany! Esse problema não é seu! - Disse Sharon em tom de reprovação.

- Na verdade Sharon, o Damon precisa do sangue da sua neta para voltar ao mundo real. E não vai parar até conseguir. - Eu disse. - Sem a ajuda dela nós não somos nada.

- Me desculpe Darfany, mas com ela vocês não vão.

A avó de Stephany, a Sharon, saiu da cozinha onde nós estávamos. Todos ficaram em silêncio, aquilo não estava em nossos planos. Minutos depois Sharon voltou  com o mapa que ela havia prometido e deu o último aviso:

- A raiz é onde ele está preso. Ele fará de tudo para conseguir sair, tomem cuidado. Ao chegarem lá desliguem sua humanidade. Vampiros conseguem fazer isso com muita facilidade. Mas o único problema é que ligar novamente é muito difícil. Vocês não podem ter dó do Damon, ele fará de tudo para controlar vocês, não se deixem levar por ele. O primeiro vampiro consegue tudo o que quer, mas os Doppelgangers conseguem muito mais. Boa sorte, vocês vão precisar!

Aquelas palavras mexeram comigo. Eu iria precisar de sorte? O Damon estava preso em uma simples raiz? E como eu iria desligar minha humanidade?

Saímos daquela casa seguindo a direção indicada do mapa. A estrada era deserta, não havia nenhuma árvore e nenhum sinal de vida por perto. Andamos uns 5km até chegarmos ao trilho de trem abandonado.

- Como desligamos a humanidade Peter? - Perguntei com medo.

- Eu não sei. Só tenta fingir que não se importa, deve dar certo. Confia em mim. - Ele respondeu me abraçando de lado.

Andamos mais um tempo e ao longe conseguimos ver a árvore caída ao lado do trilho. Paramos na hora, simplesmente congelamos de medo. O que seria dali para frente? A nossa atitude refletiria nossas ações em um futuro próximo. O que seria da nossa vida? Do nosso futuro? Será que se desligarmos a nossa humanidade, nós iríamos conseguir ligá-las novamente? Várias perguntas, mas somente algumas respostas. Nossos futuros estavam baseados em apenas uma decisão: Ir ou não ir até aquela raiz?

Lágrimas De Sangue Histórias para pegar e não largar. Descubra agora