A ladra

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Ouvi passos velozes em minha direção então me escondi atrás  de um arbusto, fiquei alguns instantes ali e não vi ninguém passar. Foi quando senti uma mão em meu ombro e me virei assustada, era Liliana, ela veio para cima de mim tapando minha boca com a mão e fazendo um gesto sinalizando para eu ficar quieta.

Evan passou correndo e aos gritos dizendo:

- APAREÇA BASTARDA VOCÊ SABE QUE EU VOU TE ENCONTRAR. NÃO HÁ ESCAPATÓRIA!

E continuou a correr.

Fiz com que Liliana me soltasse e falei para ela:

- O que você está fazendo aqui ? Por que veio atrás de mim ?

- Eu não vou aceitar te perder, não importa o quão longe você for, eu te acharei e te protegerei  de pessoas como ele. - ela respondeu olhando em meus olhos e  em seu rosto estava estampada sua preocupação.

Aquela atitude me comoveu, mas eu ainda não queria vê-la, eu não queria que ela ficasse perto de mim, ao olhar para sua cara o que fiz foi apenas me irritar lembrando de tudo o que ela me tinha feito, então gritei:

- NÃO TOQUE EM MIM DE NOVO, EU NÃO PEDI A SUA AJUDA E QUERO QUE VÁ EMBORA ! -  essas palavras me cortaram o coração mas eu sentia isso.

Por um momento esqueci que Evan tinha passado, ele me ouviu gritar e voltou para onde eu estava, me dizendo:

- Achei você vadia! - sua voz estava roca e desgastada.

Não tive outra reação se não correr, deixando assim Liliana para trás, mas foi em vão, ele me alcançou e me pegou pelos cabelos me arrastando pelo trajeto de volta até a sua casa.

Novamente me levou para a mesa de pedra, mas desta vez me deixou amarrada, para ter certeza de que eu não fujiria dali. Passou a mão em meu rosto e segurou meu queixo me dizendo:

- Você achou que iria conseguir se salvar, achou ? Eu iria apenas roubar sua magia, mas agora só isso não irá me satisfazer. - seu ar sádico era visível.

Então se afastou de mim rindo, suas gargalhadas eram altas e qualquer um podia ouvir. Quando eu consegui vê-lo de novo ele estava sentado, esperando algo esquentar  nas brasas de uma fogueira que ele improvisou ali naquele cômodo. Após algum tempo ele veio até mim e rasgou meu vestido, me deixou apenas com minhas roupas íntimas.

Escolheu friamente uma parte do meu corpo e quando achou um lugar que o agradava, foi até a fogueira e pegou um pedaço de ferro que estava ali a esquentar, agora eu via claramente era um carimbo, igual a aqueles que usam para marcar animais. Apertou um pouco minha barriga e com uma expressão sádica me disse:

- Vamos brincar Tice?

Ao dizer isso colocou o carimbo fervente em minha barriga, eu gritei um grito tão forte pois a dor que aquele carimbo me causou era insuportável.  Enquanto chorava e gritava pedia perdão para Liliana em  minha cabeça, eu tinha que tê-la escutado.

Se eu fosse melhor, talvez não estivesse sofrendo agora, e no meio de minha agonia, aos risos Evan exclamou:

- Grite vadia, assim é mais emocionante. Pode se preparar porque eu farei você sofrer.

Celada no geloOnde histórias criam vida. Descubra agora