[Vencedor do prêmio Wattys2016 na categoria NARRATIVA VISUAL.]
[ESTA HISTÓRIA ESTÁ PASSANDO POR REVISÃO E REESCRITA, PARA ASSIM CORRIGIR OS ERROS E AMADUDECER UMAS IDEIAS MEIO BOBAS]
Melody sonha todas as noites com uma pintura mágica de um reino e...
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Melody
Apenas conseguíamos ver a plena escuridão a nossa frente. Sem medo todos entramos. Se eu pude vencer meu maior medo lá fora, então nada aqui dentro poderia me assustar mais. De repente a porta se fechou provocando um barulho enorme. Luzes de lustres logo se acenderam de uma por uma até achegar no fim do corredor. Ao chegar ao fim, pude ver um grande trono tenebroso com uma pessoa sentada nele. Khizara, que levantando seu rosto me olhou bem nos olhos falando:
— Eu estava esperando por vocês! Bem vindos ao meu lar. Desculpem pela bagunça, não tive tempo de limpar, estava ocupada com a minha caixa preciosa! — Disse nos provocando.
— Khizara, eu não vou repetir! Devolva essa caixa! — Falou senhor Meison.
Ela olhou rindo arqueando uma de suas sobrancelhas.
— Venham pega-la se puderem! — Falou rindo tirando a caixa de dentro do seu manto. — Essa festa já irá começar, e eu estou ansiosa para ver o que essa caixa tem para mim.
Nesse instante Khizara abriu a caixa e olhou fixamente para ela. Uma grande luz iluminou todo aquele local de tal forma que nem mesmo o sol conseguia. Trevas e muitas coisas obscuras saiam de dentro da caixa e iam entrando em Khizara cada vez mais. A única coisa que podíamos fazer era ir até ela e afastá-la o máximo possível daquela caixa.
— Vamos pegar a caixa! — Gritei a todos, o mais alto que pude liberando toda a raiva dentro de mim.
— Vamos! — Todos gritaram de volta levantando suas espadas.
Corremos até Khizara e seu trono. A mesma nem nos olhava. Ela estava sendo consumida por todo aquele poder. De repente, enquanto corríamos, ela fechou aquela caixa e ainda de olhos fechados falou:
— Eu sou o pior pesadelo de vocês! — Sua voz estava completamente diferente.
Aquilo me arrepiou, mas não me intimidou, continuamos a correr em sua direção para pegar aquela caixa. Custasse o que custasse eu teria ela de volta. Ao chegarmos perto dela, sua cabeça, seus braços, suas pernas, suas costas, tudo nela começou a se deformar e a se transformar em algo que eu ainda não sabia o que era. A cor de sua pele mudou ficando negra, espinhos saíram de suas costas, seu rosto ficou semelhante ao de um lagarto. Começou a nascer uma calda tão grande quanto seu corpo, e assas saíram de dentro de suas costas, a transformando em um verdadeiro monstro. Ela havia se transformado em um dragão.
— Agora ninguém pode me derrotar! — Disse aquele dragão.
Ela era trinta vezes maior do que eu, mas nem por isso me acovardei. Chegamos todos perto dela empunhando a espada que reluzia com as luzes das tochas ainda suja com o sangue daqueles cadáveres, e a atacamos. A pele dela era tão grossa que parecia ser impenetrável, cheia de escamas. Ela furiosa nos jogou para longe com sua calda enorme. Com aquela força quase perdi a consciência, mas estava tirando forças de onde não tinha para continuar. Todos se levantaram e voltaram a atacá-la, porém antes que pudessem chegar perto o suficiente, ela começou a cuspir fogo pela boca ao seu redor. Ninguém mais podia chegar perto dela. Ela rugiu e cuspiu mais fogo. Os soldados estavam usando seus escudos para não serem incinerados. Ainda jogada no chão, vi aquela cena, e desviei meu olhar para Khizara. Vi algo brilhando em seu pescoço. Era a caixa pendurada como um pingente de um colar. Levantei-me rapidamente. Deric e Eric estavam perto de mim, me aproximei e disse: