[Vencedor do prêmio Wattys2016 na categoria NARRATIVA VISUAL.]
[ESTA HISTÓRIA ESTÁ PASSANDO POR REVISÃO E REESCRITA, PARA ASSIM CORRIGIR OS ERROS E AMADUDECER UMAS IDEIAS MEIO BOBAS]
Melody sonha todas as noites com uma pintura mágica de um reino e...
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Deric
Acordei cedo, o sol ainda estava nascendo. Mal levantei e já saí em disparada em direção à cozinha. Pedi para as cozinheiras prepararem o melhor café da manhã para que eu pudesse entregar a Melody. Um pouco clichê talvez, mas me disseram que mulheres gostam desse tipo de coisa, vai saber o porquê?!
O corredor estava vazio, com exceção dos guardas que estavam de prontidão de cinco em cinco metros ao redor do palácio inteiro. Não demoro muito para chegar à cozinha. O cheiro está ótimo — não que isso seja novidade —, as cozinheiras estão um tanto ocupadas terminando de preparar o café para a família real. Bolos, panquecas, pães, tortas, sucos, frutas, torradas e diversos acompanhamentos estavam sendo colocados nas bandejas prontos para quando minha família estivesse pronta para comer.
Cheguei perto de uma das cozinheiras mais velhas que ainda trabalhava ali — Emma é seu nome —, ela tinha me visto crescer, por várias vezes quando vinha aqui à procura de comida fora do horário logicamente — ela era quem me dava escondida. Sempre a adorei por isso, além de que ela cozinha muito bem. Perguntei sobre o café de Melody e ela por sua vez entrou na em uma dispensa me deixando esperar do lado de fora.
A cozinha está cheia de cozinheiras novas, idades entre 18 a 30 anos. Emma de fato era a mais velha e a mais sábia de todas, a chefe cozinheira. Às demais jovens não param de me encarar, nunca gostei de ser o centro das atenções — um pouco irônico já que sou o príncipe, e talvez até o futuro Rei — e isso está começando a me incomodar. Distribuo sorrisos um tanto tímidos e elas voltam a trabalhar. Emma chega com o café — que mais parecia um banquete — nas mãos. Pães, biscoitos, bolos, frutas cortadas em formato de coração — meloso demais para o meu gosto para ser sincero —, sucos, copos, talheres, jarras e flores. Minha barriga ronca alto. Emma me encara em desaprovação.
— Você tem que comer alguma coisa!
— Eu vou! Só preciso entregar isso a Melody.
— Espero. Bom, está tudo aí espero que ela goste! Até coloquei um cartão aí para que você a escreva algo depois.
Suspiro.
— Tudo bem obrigada. — Ela me entrega a bandeja e vou embora o mais rápido possível.
Vou até meu quarto e procuro por algo que pudesse usar para escrever no bilhete. Não a ninguém aqui, Eric já deve ter ido tomar café. Droga! Estou com pouco tempo. Pronto! Estou com tudo em mãos. Coloco o bilhete em cima de uma cômoda e escrevo a primeira coisa que me vem à mente:
Bom dia Melody! Imagino que ao encontrar este bilhete estivesse indo nos encontrar para tomar café. Tomei a liberdade de pedir para que as cozinheiras prepararem algo especial para você. Espero que goste, e ah! Hoje à tarde depois do almoço quero te levar para mostrar algo que nunca mostrei a outra pessoa — talvez os guardas tenham visto, mas isso não vem ao caso —, espero você no jardim, depois do labirinto você só terá que seguir direto em um corredor extenso e logo chegará a uma área aberta. Espero-lhe lá.