[Vencedor do prêmio Wattys2016 na categoria NARRATIVA VISUAL.]
[ESTA HISTÓRIA ESTÁ PASSANDO POR REVISÃO E REESCRITA, PARA ASSIM CORRIGIR OS ERROS E AMADUDECER UMAS IDEIAS MEIO BOBAS]
Melody sonha todas as noites com uma pintura mágica de um reino e...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Melody
Deric sem hesitar abriu as fechaduras do baú. O baú era feito de ouro, com pedras preciosas. Ao destrancar o baú ele ficou mais agitado. Por fim, Deric começou a abrir bem delicadamente o baú, pois não sabíamos o que nos esperava ali dentro. Assim que ele o abriu por completo, havia um livro ali dentro um tanto diferente. Ele era mais bonito, e tinha detalhes próprios que o faziam ser totalmente diferente dos livros normais.
Aquele livro brilhava intensamente, ele encapado por um couro dourado, com alguns detalhes em espirais.
Espera aí! A caixa estava se movendo daquele jeito por causa de um livro?! Tem alguma coisa errada aqui.
Pensei eu.
Deric estendeu suas mãos para pegar livro, e eu dei dois passos para trás. Antes que Deric pudesse tocar no livro, ele saiu voando pelo sótão sem direção fazendo uma grande bagunça. Por ele estar completamente sem direção, ele estava passando perto de mais das prateleiras de livros e estava derrubando os mesmos no chão.
— Que tipo de livro é esse?! — Perguntei assustada e encantada pelo que o livro era capaz de fazer.
— O quê? Isso é muito normal aqui com os livros mal criados.
Ok... E isso é normal... Certo.
Pensei, e rapidamente me abaixei, o livro voou tão baixo que quase havia acertado minha cabeça.
— É melhor pegarmos esse livro logo Deric! — Disse a ele.
— E você acha que eu não sei?! — Respondeu fitando o livro que voava loucamente por todo o lugar.
Encarei Deric e respirei fundo.
— Quer saber, pegue ele sozinho! — Fui até uma cadeira e sentei na mesma olhando Deric.
Queria ver ele parar com todo esse orgulho que ele tem e começasse a agir mais gentilmente comigo. Deric, porém, pareceu não gostar do que eu havia falado. Ele me fitava seriamente com a mandíbula tensa. Confesso ter ficado assustada. Continuei lá sentada o encarando também. Parecia uma daquelas competições de quem encarava por mais tempo.
Os livros continuavam a cair e o lugar estava virando uma zorra, mas Deric parecia se recusar a tentar pegá-lo sozinho, ele não se movia ou se quer prestava atenção no livro. Em uma tentativa de fazê-lo pegar o livro acabei dizendo:
— Rápido! Ou vamos passar o dia todo aqui e você não vai conseguir pegar o livro.
Deric por sua vez arqueou uma de suas sobrancelhas, e logo se dirigiu até mim com passos firmes. Ele não desviava seu olhar por um momento se quer. Quando finalmente chegou a minha frente, confesso ter ficado com medo do que ele iria fazer ou falar, mas nada disse, apenas o olhei dos pés à cabeça.