Arroz à grega

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Decidimos sentar na mesa que tinha do lado de fora da casa. Estava um dia lindo.

Flávia e Ota foram pegar o almoço. Era lasanha de frango com arroz à grega; que ia bacon, queijo, peito de peru, molho e frango desfiado. E trouxe também suco de laranja e de maracujá.

— Nossa! Isso está com uma cara ótima. - Klebber falou enquanto colocava um pedaço da lasanha em meu prato.

Hmm, está mesmo. O que é isso? - falei apontanto para o arroz à grega.

É arroz à grega. Nunca comeu antes? - Flávia disse e eu neguei com a cabeça.

Nossa, eu amo arroz à grega! Você vai amar. Se eu pudesse comia todos os dias. - Ota disse todo animado e nós rimos.

Klebber me serviu, logo em seguida se serviu e nos sentamos para comer.

E ai, Moniquinha... Gostou?

— Nossa, Flávia! Isso é muito bom, eu amei! Não sei como não comi isso antes.

Conversamos e rimos bastante durante o almoço. Quando terminamos, Ota foi pegar a sobremesa. Era a minha sobremesa favorita. Gelatina colorida.

— Vocês gostam de gelatina colorida, né? - perguntou Ota enquanto eu e Flávia conversavámos sobre as crianças.

Gelatina colorida? - falei entusiasmada. — Eu amo gelatina colorida!!!

— Eu também amo gelatina colorida, tia Monica! - Olívia disse rindo e eu dei um beijo no seu rosto.

— Eba, acertamos em cheio amor! - Flávia disse rindo segurando os braços do Ota e ele riu em sinal positivo.

Comemos a sobremesa, que por sinal estava maravilhosa. Conversamos mais um pouco e depois voltamos para a piscina.

Klebber, Flávia, Olívia e Ota pularam na piscina e eu me ajeitei na espreguiçadeira.

— Vai entrar não, Mô? - Klebber disse levantando de um mergulho e se debruçando na beira da piscina.

Vou não, vou ficar aqui te vendo mergulhar. - sorri, ele me mandou um beijo no ar e voltou a mergulhar.

Humm, Monica Iozzi! Arrasou no boy, hein...

— Cê acha, Giu? - gargalhei. — Mas não é nada sério, estamos nos curtindo. Mas quem sabe rola, né...

— Seria maravilhoso!

...

Eu já estava cansada e morrendo de sono. Acho que por causa dos dois copos suco de maracujá que eu tomei. Êhhh, bagaceira!

Chamei o Klebber para ele me levar pra casa. Fui no quarto de hóspedes e quando estava pegando minhas coisas, ouvi a voz da Olí.

— Tia Monica, você já vai? - disse correndo em minha direção.

Oi, meu amor! Vou sim... Cê viu o presente que eu trouxe pra você?

— Vi sim, a mamãe acabou de me mostrar! Eu amei! Obrigada! - nos abraçamos forte e o Ota apareceu.

— Poxa! Você já vai, Monica? -questionou e a Olí me olhou tristonha.

Vou sim, Otinha. A festa ontem foi pesada, cheguei de manhã em casa e ainda carregando um bêbado. - demos risada.

— Como se você não tivesse gostado de levar esse bêbado pra sua casa, né?

— Otaviano, a Olívia!!! - dei um tala no seu ombro. — Não aconteceu nada, seu bobo.

Descemos e eu fui me despedir da Flávia e da Giulia.

— Vamos? - falei arrumando meu cabelo.

Klebber já tinha se trocado e estava lá fora com o Ota vendo os grafites no muro da casa.

— Opa, vamos! Obrigada irmão, foi ótimo passar a tarde com vocês. - Klebber disse enquanto apertava a mão do Ota e o abraçava.

Flávia apareceu em seguida segurando as mãos da Olí.

Tchau, Flávia. Estava tudo maravilhoso! Obrigada!

Ele abraçou a Flávia e eu fiz o mesmo em seguida.

— Tchau, Fla! Obrigada pelo almoço, pela sobremesa, pela tarde. É muito bom passar o dia com vocês.

— Eu que agradeço, Moniquinha. Vocês serão sempre bem-vindos em minha casa.

A abracei, me despedi do Ota e entrei no carro do Klebber. Ele entrou logo em seguida, acenou pro Ota e deu partida.

— Quer fazer alguma coisa agora?

Ele puxou assunto depois de ficarmos alguns minutos em um completo silêncio dentro do carro.

— Monica? Tá me ouvindo?

— Hã? Oi? Ah, desculpa. To cansada e morrendo de sono. Me leva pra casa? - falei me despertando dos meus pensamentos.

— Claro! Te deixo em casa e volto pro meu apartamento.

Sorriu e voltou sua atenção para a estrada.

"Quero muito que tudo dê certo entre mim e o Klebber. Ele é um cara muito legal, atencioso, bonito, verdadeiro. Não quero viver outra história de amor fracassada..."

Chegamos alguns minutos depois. Ele estacionou em frente ao prédio, tirei o cinto e o puxei para um beijo. E que beijo... Ele me olhou surpreso e eu não resisti e gargalhei.

— Que foi, Klebber!

— Cê quer me matar, né? Porque se for, já fala logo... - disse rindo e eu baguncei seu cabelo.

Ele destravou a porta, eu abri, peguei minhas coisas, o abracei e lhe dei um último selinho antes de ir.

— Se cuida, hein. Qualquer coisa me liga.

— Tá bom, pode deixar. Boa noite!

— Boa noite!

Ele me mandou um beijo no ar e eu entrei no prédio. Abri a porta do meu apartamento, joguei as coisas em cima do sofá e fui tomar um banho.

Passei alguns poucos minutos dentro do banheiro. Coloquei um short de pano e uma camiseta. Comi uma maça, tomei um copo de água e fui me deitar.

Estava muito cansada, então logo peguei no sono.

* * *

Simplesmente AconteceOnde histórias criam vida. Descubra agora