Desculpe os erros ortográficos.
Kincade
Ela se foi provavelmente pegar ônibus. Faz um bons anos que não sei o que é isso.
Resolvi olha-la pela janela do meu escritório, e seus passos leves e calmos rumo o portão da minha casa me fez insistir em leva-la eu mesmo. Só por ter o gostinho de tê-la perto de mim.
Pego as chaves do carro e vou a passos largos rumo a porta quando sou interrompido. Por Giselle pra variar.
- Onde vai Kincade? Seu idioma italiano me irrita. Não que eu não goste de italiano o idioma. Mais a voz dela é tão irritativa e fina que chega a dar náuseas.
Respiro fundo e solto um grunhido.
- Não lhe interessa. E faça o favor de cair fora da minha casa. Já aguentei muito de você por hoje. Não haverá mais jantar. Quando voltar não queto vê- la aqui. Digo calmo e lhe lanço um olhar gélido.
Abro a porta e a fecho com força.
Vou até a garagem e entro na minha Ferrari preta. Assim que dou partida meu carro o porteiro abre o imenso portão de ferro.
Deslizo para fora e Acelero rumo a parada. Assim que passo na frente da parada no lado contrário vejo ela em pé.
Dou o retorno e diminuo a velocidade e quase parando dou sinal que irei encostar. Vejo ela se afastar temerosa pra trás e resolvo descer o vidro. E quando me ver revira os olhos.
Ah my girl, não faça isso. Só me atrai mais.
Assim que ela entrou no carro fomos a viagem quase inteira por que ela não queria papo comigo. Não a forcei. Ta certo eu forcei ela a entrar mais a segurança dela esta em primeiro lugar. É só meu modo de dizer que tudo está no meu controle.
Como sou muito controlador fiquei esperando ela entrar em seu apartamento pra aí sim ir embora.
Resolvo ir num clube onde tenho vários amigos, preciso tomar um uísque ou uma cerveja.
Tantos anos se passaram e ainda sinto aquela familiar sensação de bem estar com ela. O cheiro adocicado, o jeito de falar. Um sotaque diferente. Um jeito sexy e grave. Que me causa arrepio me da vontade de avançar o sinal. De pega-la desprevenida e beija aquela boca rosa e perfeita.
- Ei cara, ta viajando? Brinca o meu colega Bruno do meu lado no balcão do bar.
- Ah. Tava pensando numa coisa ai. Digo e tomo um gole do meu uísque, que desce rasgando e faço uma careta.
- Ta enferrujado cara. Tem que vim mais vezes aqui pra agente marcar de pegar umas putas por aí. Ele diz me olhando de relance. E rir.
- Ha.ha.ha. muito engraçado Bruno. E eu tenho cara que fico com puta. Me viro e dou uma olhada pelo bar, em busca de algo para me distrair.
- Então. Como vai a vida? Ja casou? Ele me cutuca.
Hoje estou tão sem humor que tudo me irrita.
- Eu. casar? Não mesmo. Só uma mulher aí que esta fritando meu neurônio. Digo da boca pra fora. E só depois de ver a expressão de Bruno que cair na real da mancada que falei. Não era pra ele saber disso. Mais que porra!
- Hum... E quem seria? Ele me olha malicioso.
- Minha mãe pô. Me enchendo o saco que ja estou nos 30 e não casei. Digo e dou de ombros na esperança dele acreditar no que falei.
E por alívio ele acreditou na minha resposta.
Término meu uísque e peço pra fechar a conta. Por hoje ja deu.
E antes de colocar os pés para fora, resolvo comer algo em algum restaurante bem na frente do bar luxuoso. Não posso dirigir assim.
Entro no aconchegante restaurante, e peço um sanduíche. Amanhã tenho academia mesmo, não me fará tanto mal.
Olho ao redor e dou de cara com um rosto bonito, e como um clarão a imagem de wendy surge na minha frente e balanço a cabeça tentando fazer ela sumir.
A garçonete me serve o meu lanche, e fica me encarando. Olho para ela e a mesma pede algo. Mais sua voz saiu tão entrecortada que não entendi nada.
- Como? Pergunto.
- O senhor gostaria de algo mais? Ela diz exitante.
- Não obrigado. É o suficiente. Digo e dou um sorriso amarelo.
Ela some de minha vista e dou uma mordida no meu sanduíche.
Depois de ter acabado de lanchar. Fico sentado um pouco mais e ja me sinto melhor para dirigir.
Entro no carro e vou para casa.
Só da tempo de escovar os dentes e dormir. Por que o sono me dominou e quando cheguei na cama desabei.
Ja pela manhã bem dedinho acordo. Não sei os outros empresários mais quem se acustumou a acordar cedo nunca mais volta a dormir direito como uma pessoa normal. Fico virando de um lado pro outro em busca do bendito sono e nada. Pulo da cama e tomo um banho.
Vou no armário e escolho minha roupa de corrida e visto.
Desço as escadas e está um silêncio de dar medo. As vezes tenho medo de ficar nessa mansão imensa. Abro a geladeira e coloco leite num copo de vidro e pego no armário meu cereal. Entre colheradas me pergunto por que wendy não chegou ainda.
Ela divia ter chegado.
De repente ouço um barulho de algo como um chaveiro fazendo me assustar.
E como em câmera lenta vejo wendy se esquivar e pegar o chaveiro. E pra minha incrível capacidade de ser tarado vi seu traseiro subir e descer. Pra muitos isso é algo normal, mais pra mim é pra despertar meu desejo que ja está a flor da pele.
Ela se vira e toma um susto. Não liguei a luz da cozinha ja que sou acustumado a ficar só.
Liga a luz e me repreende.
- Não sabe ligar essa luz não? Eu hein, quanto tempo estava aí? Ela me olha e coloca a mão na cintura.
- A alguns minutos. Tempo suficiente pra ver seu belo traseiro. Digo e dou de ombros e ela abre a boca em um "o".
- Você. O quê? Ela pergunta incrédula.
Sorriso e a olho e de branca ela cora.
- O que você ouviu wendy. Bem, ja que ja chegou vou indo correr. Digo e deixo o copo na pia bem perto onde ela estava parada.
Sentir seu cheiro tão perto me despertou algo que esta fora de cogitação.
O que é isso Kincade. Pare de leseiras, ela não é pro seu bico. E apaixonar não é sua cara.
Ela se afasta e pega sua bolsa rumo ao quarto de empregada.
Me viro e puxo o ar, tentando formular que droga esta acontecendo comigo.
Ela nessa casa, no mesmo ambiente que eu, não vai prestar, eu sei que não vai.
E como que para fugir desse sentimento inicio a caminhada quase como uma maratona. Como pode alguém chegar a alguns dias e ja se tornar algo dependente? E quando se ver o sorriso é automático. Até a voz é um acalento. Um alívio em saber que esta ali a alguns centímetros.
Estou ferrado, muito ferrado!
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Kincade
RomanceQuando se vai embora de um lugar que marcou sua vida, doe lá no fundo do peito. Quando se olha pela janela e lembra de momentos bons, de risadas de como foi feliz naquele lugar. E descobre que era feliz e nem sabia. As vezes temos a chance de voltar...
