Capítulo 1x15

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Aqueles que não lembram do passado estão condenados a repeti-lo, mas aqueles que se recusam a esquecer o passado, estão condenados a revivê-lo.

Aqueles que não lembram do passado estão condenados a repeti-lo, mas aqueles que se recusam a esquecer o passado, estão condenados a revivê-lo

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Santine observou Frederick colocar o telefone com delicadeza no gancho e admirou seu perfil e o arco de músculos em suas costas largas. Ela colocou a palma da mão na pele dele, não conseguia parar de tocá-lo. Passaram a noite inteira proporcionando prazer um ao outro,
tentando variações novas e excitantes da mesma dança e, por um momento ali, ela receiou que ele nunca se cansaria, de tão insaciável...
Eles terminavam apenas para recomeçar alguns minutos depois, uma mão inocente na perna ou um carinho no rosto levando-os de volta ao início, e Santine descobriu que ficava excitada só de pensar em todas as coisas que ele a fez sentir na última noite. A pele dele era macia ao toque e, como tudo nele, fisicamente perfeito. Estavam no quarto dele, e pelas janelas ela pôde ver a luz clara do dia, provavelmente pouco após o meio-dia, já que o sol não projetava nenhuma sombra. Que dia era? Ela não estava certa. Aonde o tempo ia quando ela estava com ele? Ela nunca prestava atenção, era uma qualidade fugidia, ela nunca conseguia se lembrar do que eles faziam, quer dizer, quando não estavam na cama, e parecia sempre estarem na cama quando estavam juntos. O quarto deveria estar abafadiço e com ar meio envelhecido, já que eles não saíam há alguns dias e Santine fez todas as suas refeições na ampla cozinha com qualquer coisa que encontrou na geladeira. Mas, em vez de cheirar a sexo, suor, o quarto estava claro e limpo, e quando ela fechava os olhos inalava o perfume fresco de pinho e flores. Santine se perguntava como era possível se sentir tão viva dessa forma, era como se jamais pudesse respirar sem Frederick ao seu lado. Noite passada havia contado a ele a verdade sobre ser Seline, e o que havia feito com Mikael. Frederick se mostrou surpreso quanto a Mikael, e fingiu surpresa sobre ela não der Santine.

- Quem era no telefone? - ela se interessou, soltando o abraço.

- Um amigo. - ele respondeu, deitando-se novamente no travesseiro e dobrando os braços

atrás da cabeça, com olhar pensativo no rosto.

- Algum problema? - Santine se apoiou em um cotovelo.

- Nada com o que tenha que se preocupar. Só que vamos ter que voltar a vida real. Sair desse quarto.

Santine por um momento torceu para que ele não falasse isso, virou a cabeça para o lado, seu celular estava desligado, e sua garganta seca, mas não por água, sangue...

- Quando vai terminar tudo com Elliot Mikaelson? - Frederick sem rodeios perguntou.

- Não tínhamos nada formal para que se tenha que terminar. Mais me importo com ele, e não vou simplesmente chegar e dizer que estou com você.

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