Capítulo 15

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Quando eu era menor, sempre ouvia meu pai falar que as pessoas descobrem suas forças em situações difíceis e momentos complicados. Eu estava exatamente nessa situação. Tentando descobri minha força, pois o momento não era nada bom.

Eu estava presa.

Logo após a pancada que me apagou, vim parar nesse lugar. Era um galpão abandonado, sujo e escuro. O local era feito totalmente de metal tanto nas paredes quanto no teto.

Era grande e estava meio borrado, por causa da luz e da pancada que levei. Meus braços estavam amarrados, assim como minhas pernas . Uma corda grossa me prendia contra a cadeira que eu estava sentada.

Na minha boca havia uma fita isolante super forte, não dava para dizer um A com ela ali.

Olhei em volta, estava apavorada. Não via ninguém. Tentei me mexer mas era impossível, aquilo me prendia totalmente.

Tentei tirar, me contorci desesperadamente, nada adiantava. Comecei a chorar baixo, pois nem chorar eu conseguia. Céus, o que estava acontecendo? Porquê isso estava acontecendo comigo?

—  Victoria Becker!— uma voz diz, vindo do outro lado do galpão. Estava escuro mas a medida que a pessoa foi se aproximando, pude ver seu rosto. Era uma mulher de meia idade, estava com um salto alto enorme e era muito bonita.

Antes que   eu pudesse dizer algo, ela se aproxima e puxa a fita da minha boca sem nenhuma delicadeza.

— Você é a cópia dele...— ela diz me olhando atentamente. Não fazia ideia do que ela estava falando, estranhei e fiquei assustada, ainda mais.

— O que você quer comigo?

— Com você nada. — ela diz simplesmente. Ela se inclina e para na minha frente.— Você é só uma isca.

— Isca do que?

— Jogamos o peixe menor para capturar o maior.— A mulher se levanta e começa a sorrir.

— O que você quer ?

— Vingança.

Não entendo suas palavras e fico com medo de perguntar outra coisa, seu olhar me passava muito ódio e eu não queria irá - la ainda mais.

— Seus pais, principalmente o Oliver...Ah, eles fizeram muitas besteiras no passado. Uma hora iriam ter que pagar por isso.

— E vai me matar pra se vingar?— pergunto um pouco irônica demais.

— Não seria má idéia, mas precisamos de você viva. Pelo menos por enquanto.

— Meu pai vai acabar com você e seu bando em dois tempos.— digo convicta a ela.

— Eu não teria tanta certeza.

— O que meus pais te fizeram?

— Eles acabaram com algumas famílias.

— Eu não tenho nada haver com Isso.— digo um pouco furiosa. Tento tirar as cordas, mas não dava.

— Eu sei, mas eu precisava de alguém pra me fazer companhia.— ela diz sorrindo.— Sua mãe é esperta demais, seu irmão frouxo demais e você... é a queridinha deles. A bonequinha que veio com defeito de fábrica.— ela diz apontando com a cabeça para os meus dedos.

Começo a temer suas palavras e a me assustar com seu jeito.

— Tenho nojo de você e da sua família!— ela diz isso cuspindo as palavras na minha cara.— Quer dizer, meia família...— ela sorri e eu não entendo o que ela quis dizer com isso.

Victoria ( LIVRO 3)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora