Quando eu era menor, sempre ouvia meu pai falar que as pessoas descobrem suas forças em situações difíceis e momentos complicados. Eu estava exatamente nessa situação. Tentando descobri minha força, pois o momento não era nada bom.
Eu estava presa.
Logo após a pancada que me apagou, vim parar nesse lugar. Era um galpão abandonado, sujo e escuro. O local era feito totalmente de metal tanto nas paredes quanto no teto.
Era grande e estava meio borrado, por causa da luz e da pancada que levei. Meus braços estavam amarrados, assim como minhas pernas . Uma corda grossa me prendia contra a cadeira que eu estava sentada.
Na minha boca havia uma fita isolante super forte, não dava para dizer um A com ela ali.
Olhei em volta, estava apavorada. Não via ninguém. Tentei me mexer mas era impossível, aquilo me prendia totalmente.
Tentei tirar, me contorci desesperadamente, nada adiantava. Comecei a chorar baixo, pois nem chorar eu conseguia. Céus, o que estava acontecendo? Porquê isso estava acontecendo comigo?
— Victoria Becker!— uma voz diz, vindo do outro lado do galpão. Estava escuro mas a medida que a pessoa foi se aproximando, pude ver seu rosto. Era uma mulher de meia idade, estava com um salto alto enorme e era muito bonita.
Antes que eu pudesse dizer algo, ela se aproxima e puxa a fita da minha boca sem nenhuma delicadeza.
— Você é a cópia dele...— ela diz me olhando atentamente. Não fazia ideia do que ela estava falando, estranhei e fiquei assustada, ainda mais.
— O que você quer comigo?
— Com você nada. — ela diz simplesmente. Ela se inclina e para na minha frente.— Você é só uma isca.
— Isca do que?
— Jogamos o peixe menor para capturar o maior.— A mulher se levanta e começa a sorrir.
— O que você quer ?
— Vingança.
Não entendo suas palavras e fico com medo de perguntar outra coisa, seu olhar me passava muito ódio e eu não queria irá - la ainda mais.
— Seus pais, principalmente o Oliver...Ah, eles fizeram muitas besteiras no passado. Uma hora iriam ter que pagar por isso.
— E vai me matar pra se vingar?— pergunto um pouco irônica demais.
— Não seria má idéia, mas precisamos de você viva. Pelo menos por enquanto.
— Meu pai vai acabar com você e seu bando em dois tempos.— digo convicta a ela.
— Eu não teria tanta certeza.
— O que meus pais te fizeram?
— Eles acabaram com algumas famílias.
— Eu não tenho nada haver com Isso.— digo um pouco furiosa. Tento tirar as cordas, mas não dava.
— Eu sei, mas eu precisava de alguém pra me fazer companhia.— ela diz sorrindo.— Sua mãe é esperta demais, seu irmão frouxo demais e você... é a queridinha deles. A bonequinha que veio com defeito de fábrica.— ela diz apontando com a cabeça para os meus dedos.
Começo a temer suas palavras e a me assustar com seu jeito.
— Tenho nojo de você e da sua família!— ela diz isso cuspindo as palavras na minha cara.— Quer dizer, meia família...— ela sorri e eu não entendo o que ela quis dizer com isso.
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Victoria ( LIVRO 3)
Teen Fiction" Não ser politicamente normal, não faz de você imperfeita. Afinal somos todos pequenas imperfeições que tentam se acertar nessa jornada da vida. Isso só significa que você é diferente. E ser diferente é ser especial." Victoria Becker é a filha de O...
