Capítulo 20 (Ash)

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Eu tinha milhões de cantadas prontas, elogios baratos e frases feitas para dizer a uma garota no primeiro encontro. Mas naquele momento, eu não fazia a mínima idéia do que dizer a Victoria, eu era tão tapado que nem sabia aonde levá -la.

A chamei para sair, mas não sabia nem por onde começar. Peguei meu celular e pesquisei no google : a onde levar uma garota em um encontro?

Parecia ridículo, e era mas também era desesperador.

As opções eram as mais clichês. Desapontado, disco o número do Ian, meu melhor amigo super romântico e experiente.

Logo que o telefone tocou pela terceira vez, ele atendeu.

- Fala.

- Me ajuda. Vou sair com a Victoria, onde eu levo ela?

- Uai, restaurante, cinema...Esses são os lugares mais normais, sabe, onde tenha comida...

- Mas isso é chato.

- Comer não é chato.

- Ah, Ian...você não entende nada. Tchau.

Desligo o telefone e vou vestir uma roupa. Ponho uma calça jeans , blusa preta de mangas e tênis normal. Parecia que eu estava indo a um enterro, mas acho que ela não ia notar.

Ian tinha razão, as pessoas gostavam de sair para comer. Acho que jantar seria uma boa. Vi as horas e notei que passava das 19 horas. Victoria e sua família estavam em uma casa provisória, ja que "alguém" deu um jeito nas outras.

Peguei carteira, chaves e fui indo para o carro. Segui o novo endereço dos Beckers e quando parei, ela já me esperava fora de casa.

Victoria entrou no meu carro e sorriu.

- Tá um frio danado lá fora.- ela diz me olhando.- Oi.

- Olá.

Acho que eu estava um bobo pois não conseguia parar de olhar para ela. Parecia que ela havia saído de um daqueles filmes antigos, aquelas personagens naturalmente lindas que mesmo sem se importar com a aparência, ficavam deslumbrantes em qualquer situação.

Ela vestia uma calça jeans folgada-acho que ela não gostava de coisas apertadas- blusa preta e jaqueta jeans. Completamente linda.

- Vamos?- ela pergunta estalando os dedos na minha frente. Me desligo dos meus pensamentos e vou indo em direção ao restaurante que eu descobri a minutos atrás, parecia legal.

- Espero que goste de comida mexicana.- digo a ela.

- Nunca comi.- ela diz naturalmente.

- Sério?

- Sim. Minha mãe é brasileira, meu pai americano. Bom, essas foram as únicas comidas que eu tive contato.

- Acho que você vai gostar.

Chegamos rapidamente e nos sentamos em uma mesa. O local parecia uma oca. A simetria de tudo girava em torno de um palco que ficava no meio do restaurante. Não era de música, e sim mostravam alguns violeiros de cerâmica.

Era tudo rústico e com luzes amareladas.

- Bonito aqui.- ela diz pra mim.

- Descobri isso a cinco minutos.

E o riso dela foi tão lindo. Só bastou eu dizer isso.

- Você é legal, queria me lembrar mais de você.

Coloco meus cotovelos sobre a mesa e me inclino mais na sua direção.

- Acho que não.

- Por que não?

Victoria ( LIVRO 3)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora