Capítulo não revisado e meio confuso, mas amanhã esclareço tudo, ou quase tudo... Boa leitura!!!
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Eu acho que havia certa beleza no sofrimento. No sofrimento pessoas ficam mais vulneráveis, e com vulnerabilidade ficavam mais amáveis. Não estou dizendo que queria que a Sophia sofresse mais, é que eu gostava de saber que ela estava dependendo de mim. Gostava de saber que eu poderia cuidar dela.
Essa é a beleza de tudo, o amor. Mais de vinte anos depois de ter me apaixonado pela Sophia, eu a amo cada dia mais. Parece que tanto amor não vai caber dentro de mim. Então eu me afogo no seu abraço e me encolho mais, para caber cada vez mais amor.
Estávamos indo viajar, sem rumo, sem direção e sem motivo. Só queríamos passar um tempo a sós sem nenhuma preocupação.
- Sabe de uma coisa...- Sophia começa a dizer quando estamos no carro. - Se esses garotos que bateram no Edward ficarem impunes, eu mesma vou bater neles.
- Eu já resolvi isso. - Digo a ela.
Sorrio fraco e continuo olhando para a estrada. Meu filho havia apanhado na escola por ser gay. Isso era um absurdo. Se aqueles dois garotos bateram nele é porque acham que são homens, bati neles para aprenderem que a definição de homem deles estava bem distorcida.
Bati, quebrei o braço e deixei imobilizados mesmo e faria tudo de novo. Afinal é isso que esses idiotas merecem. O Ed não queria isso, ele era bom até nessas situações mas eu nunca deixaria isso barato. Ah, jamais. Está no meu extinto ficar no controle de tudo.
- Amor, a gente podia ficar em Half Moon Bay mesmo, lá é tão calmo e se acontecer algo nós estamos perto.- Sophia diz se ajeitando no banco, ela estava deitada e agora me encarava.
- Estou à suas ordens , madame.
Sorrimos juntos e fiquei pensando que eu tinha a mulher mais fantástica ao meu lado.
- Você comprou as coisas da Victoria?- ela me pergunta preocupada.
- Sim, deixei no quarto dela.
- Ok...meu Deus, até quando vamos viajar eles nos perseguem.- ela fala rindo.
- Eles quem?
- Victoria e Edward , lerdo.
- Ah...- digo sorrindo. - São nossos filhos. Mesmo que eu tente não consigo ficar mais de um segundo sem pensar nos dois.- digo a ela.
- Eu também não. Tenho tanto medo de perder algum deles.
Quando ela disse isso, me lembrei da ligação misteriosa que ela recebeu.
- Quem te ligou naquela noite?- pergunto a ela. Nesse momento ela faz uma cara triste e suspira.
- Minha mãe.
- O que ela queria?- Fazia mais de anos que ela não ligava nem dava as caras. Pensei até que tinha morrido, não ia fazer falta nenhuma.
- Ela disse que o aniversário da Vic está próximo e ela queria vim ver ela.
- Aquela louca nunca vai chegar perto da Victoria...
- Eu sei. O pior foi que ela disse que o Ed não era meu filho e que a Victoria era a única neta dela, por isso ela queria ver só ela.
- Ah, minha nossa...
- Oliver, se ela aparecer aqui e falar tudo para o Ed e até mesmo para a Vic...Eu nem sei o que vai ser de mim. Victoria é temperamental , vai ficar com raiva e o Ed...ele é sensível e vai ficar arrasado.- a dor nas suas palavras era nítida, ela tinha muito medo do que a cobra da sua mãe poderia fazer.
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Victoria ( LIVRO 3)
Teen Fiction" Não ser politicamente normal, não faz de você imperfeita. Afinal somos todos pequenas imperfeições que tentam se acertar nessa jornada da vida. Isso só significa que você é diferente. E ser diferente é ser especial." Victoria Becker é a filha de O...
