Capítulo 22 ( Oliver )

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Capítulo não revisado e meio confuso, mas amanhã esclareço tudo, ou quase tudo... Boa leitura!!!
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Eu acho que havia certa beleza no sofrimento. No sofrimento pessoas ficam mais vulneráveis, e com vulnerabilidade ficavam mais amáveis. Não estou dizendo que queria que a Sophia sofresse mais, é que eu gostava de saber que ela estava dependendo de mim. Gostava de saber que eu poderia cuidar dela.

Essa é a beleza de tudo, o amor. Mais de vinte anos depois de ter me apaixonado pela Sophia, eu a amo cada dia mais. Parece que tanto amor não vai caber dentro de mim. Então eu me afogo no seu abraço e me encolho mais, para caber cada vez mais amor.

Estávamos indo viajar, sem rumo, sem direção e sem motivo. Só queríamos passar um tempo a sós sem nenhuma preocupação.

- Sabe de uma coisa...- Sophia começa a dizer quando estamos no carro. - Se esses garotos que bateram no Edward ficarem impunes, eu mesma vou bater neles.

- Eu já resolvi isso. - Digo a ela.

Sorrio fraco e continuo olhando para a estrada. Meu filho havia apanhado na escola por ser gay. Isso era um absurdo. Se aqueles dois garotos bateram nele é porque acham que são homens, bati neles para aprenderem que a definição de homem deles estava bem distorcida.

Bati, quebrei o braço e deixei imobilizados mesmo e faria tudo de novo. Afinal é isso que esses idiotas merecem. O Ed não queria isso, ele era bom até nessas situações mas eu nunca deixaria isso barato. Ah, jamais. Está no meu extinto ficar no controle de tudo.

- Amor, a gente podia ficar em Half Moon Bay mesmo, lá é tão calmo e se acontecer algo nós estamos perto.- Sophia diz se ajeitando no banco, ela estava deitada e agora me encarava.

- Estou à suas ordens , madame.

Sorrimos juntos e fiquei pensando que eu tinha a mulher mais fantástica ao meu lado.

- Você comprou as coisas da Victoria?- ela me pergunta preocupada.

- Sim, deixei no quarto dela.

- Ok...meu Deus, até quando vamos viajar eles nos perseguem.- ela fala rindo.

- Eles quem?

- Victoria e Edward , lerdo.

- Ah...- digo sorrindo. - São nossos filhos. Mesmo que eu tente não consigo ficar mais de um segundo sem pensar nos dois.- digo a ela.

- Eu também não. Tenho tanto medo de perder algum deles.

Quando ela disse isso, me lembrei da ligação misteriosa que ela recebeu.

- Quem te ligou naquela noite?- pergunto a ela. Nesse momento ela faz uma cara triste e suspira.

- Minha mãe.

- O que ela queria?- Fazia mais de anos que ela não ligava nem dava as caras. Pensei até que tinha morrido, não ia fazer falta nenhuma.

- Ela disse que o aniversário da Vic está próximo e ela queria vim ver ela.

- Aquela louca nunca vai chegar perto da Victoria...

- Eu sei. O pior foi que ela disse que o Ed não era meu filho e que a Victoria era a única neta dela, por isso ela queria ver só ela.

- Ah, minha nossa...

- Oliver, se ela aparecer aqui e falar tudo para o Ed e até mesmo para a Vic...Eu nem sei o que vai ser de mim. Victoria é temperamental , vai ficar com raiva e o Ed...ele é sensível e vai ficar arrasado.- a dor nas suas palavras era nítida, ela tinha muito medo do que a cobra da sua mãe poderia fazer.

Victoria ( LIVRO 3)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora