Acordar cedo era a segunda pior coisa do mundo. No meu caso, ir para a escola era a pior. Aguentar tudo. Quer dizer, tentar.
Quando meu despertador tocou eu tive vontade de o jogar pela janela. Mas me contive, me levantei e fui desligar aquela porcaria que ficava tocando alto. Era oito da manhã e eu estava nessa falta de vontade . Meu pai disse que no Brasil as aulas começam as sete e não as nove como a minha. Eu já morria nesse horário, imagina nas setes...
Tomei um banho rápido e nem lavei o cabelo. Fiz um coque pois estava com preguiça de pentear, fiz minhas higienes e peguei a pomada que eu usava todos os dias.
Como meus dedos eram mais sensíveis que os outros, eu usava uma pomada para evitar irritações e possíveis inflamações. Vesti uma calça leggien, pois hoje tinha educação física, uniforme e tênis. O meu tênis parecia um salto, sem o salto. Sim, era curvilíneo mas sem nada que o sustentasse. Eu andava com o peito do pé, e não com o pé todo apoiado no chão. E isso era motivo de piada para muitas pessoas.
— Bom dia.— Digo assim que chego na mesa onde toda minha família estava.
— Bom dia.— Todos dizem em uníssono.
Me sento ao lado da minha mãe, ela mexia freneticamente no celular, mas ela não gostava de mexer... Olhei direito e vi que não era o celular dela e sim o do meu pai. Por isso esse desespero todo.
— Calma aí dona Sophia, o celular não tem culpa de nada. — Digo bricando pois ela fuzilava o mesmo.
Minha nossa, o que estava acontecendo?
— O celular não, mas seu pai sim. Oliver se eu ver essas mensagens aqui de novo eu quebro ele no meio da sua cara.— minha mãe diz com raiva. — Ou melhor, não vou precisar fazer isso.
Dito isso minha mãe joga o celular do meu pai dentro da jarra de suco. Todos nós olhamos para ela assutados com sua atitude.
— E eu tenho culpa de receber essas mensagens? Essas mulheres que falam comigo, eu não fiz nada.— meu pai diz indignado tentando se defender.
— Justamente. Elas devem achar que você é solteiro, ah mas elas vão ver...
Minha mãe engole um enorme pedaço de croissant e eu tive vontade de rir.
Esses ataques dos dois logo no café.
— Vamos, mãe?— Pergunto a ela.
— Vamos.
Minha mãe me levava na escola, embora fosse bem perto. Sobre a briga mais cedo, deixe - me explicar. Meu pai é dono de uma rede de academias, antigamente ele trabalhava diretamente lá, mas agora só cuida da parte administrativa, já que são mais de cento e oitenta academias espalhadas pelo país. Ele e o tio Ethan trabalham em uma espécie de escritório e é claro que tem que ter secretário/a , contador... esse tipo de coisa. E nisso há muitas mulheres que trabalham na empresa. E algumas delas são bem atiradas, muito mesmo. E mesmo ele sendo casado, arrastam asa pra cima dele. Afinal, meu pai era mais gato do que os garotos da minha escola.
Eu no lugar teria ciúmes também. O Ed não ia com a gente porque ele gostava de ir de bicicleta, sim ele era cheio dessas manias fitnes. Eu era a única sedentária da família.
Em menos de cinco minutos chegamos na escola e eu desço devagar.
— Tchau gata, bom dia.
— Tchau mãe.— digo e Sorrio para ela.
Atravesso a rua e entro na escola. Aqui na escola havia uma grande concentração de pessoas idiotas e medíocres. Dava nojo de cada um deles as vezes.
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Victoria ( LIVRO 3)
Genç Kurgu" Não ser politicamente normal, não faz de você imperfeita. Afinal somos todos pequenas imperfeições que tentam se acertar nessa jornada da vida. Isso só significa que você é diferente. E ser diferente é ser especial." Victoria Becker é a filha de O...
