Capítulo 4

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P.O.V Katniss

- O que você faz aqui? - questionei impaciente, quase em um sussurro.

- Vim dar cobertura. - Peeta sussurrou de volta, encostando-se na parede em que eu estava.

Faziam duas semanas que ele estava trabalhando comigo, e pude perceber que há uma semana Peeta decidiu ser meu cachorrinho em todas as operações.

Ainda não conseguia compreender, afinal seu aparecimento só seria requisitado, caso eu precisasse.

- Quando vamos entrar? - ele sussurrou.

Virei o rosto para olha-lo.

Peeta sorria para mim, enquanto segurava sua 9mm, apontada para o chão.

Respirei devagar, desviando o olhar. Ele não podia me distrair. Se Peeta o fizesse, talvez eu atirasse em seu lindo rosto, para ele aprender a me deixar trabalhar.

- Quando eu disser que devemos. - respondi impaciente.

Um tiro ecoou dentro do galpão a nossa frente.

Segurei o botão do rádio preso ao meu colete a prova de balas.

- Hora de entrar, pessoal. - soltei o botão, e coloquei-me em frente a porta, pronta para entrar.

- Eu devia ir na frente. - Peeta disse.

- Você devia ir embora. - retruquei, segurando a maçaneta, e empurrando para baixo.

A porta se abriu devagar, enquanto eu mirava em várias direções em busca de alguém.

Senti o movimento de Peeta, vindo logo atrás de mim, com seus passos silenciosos.

- Eu queria conversar com você. - ele disse despreocupadamente.

- Você só pode estar brincando. - falei entre dentes, caminhando devagar, atenta a cada canto.

- Claro que não estou. - pude sentir que Peeta sorria ao dizer isso.

Eu virei para encara-lo.

- Eu devia atirar em você. E te deixar agonizando aqui. - ameacei.

Ele sorrio abertamente pra mim, antes de erguer a arma com pressa, e atirar por cima do meu ombro.

O barulho de alguém caindo me fez virar de costas para Peeta, podendo ver um cara com uma arma presa a sua mão, abatido a alguns metros de nós dois.

- Você... - grunhi baixo, sentindo meu ouvido esquerdo zumbir. - Cale a boca, Mellark. - ordenei, voltando a caminhar.

- Kat... Não seja assim, por favor. - implorou, movimentando-se logo atrás de mim.

- Eu poderia ter levado um tiro por você me distrair. - falei entre dentes. - Ou ter ficado surda por você atirar tão perto do meu ouvido. - reclamei.

Peeta soltou um risinho, fazendo algo se agitar bem na boca do meu estomago. Só podia ser ódio.

- Estando comigo, você está protegida, meu amor. - respondeu. - Mas peço desculpa pelo seu ouvido. Depois cuido de você. - ele passou a minha frente, andando atento.

Soltei alguns xingamentos antes de segui-lo.

Decidi deixa-lo a minha frente, pedindo aos céus para que isso fosse o suficiente para que ele se calasse.

Subimos uma escada, e estranhamente estava tudo silencioso.

Como minha equipe estava trabalhando tão quieta?

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