Capítulo 13

48 4 4
                                    

Um dia antes

Narrador

A noite estava fria e deserta. Só o silêncio tinha a ousadia de gritar com toda a força.

Numa casa, no centro da cidade, um homem saboreava o seu vinho. Sendo acompanhado por um bom jazz, ele festejava a ruínha de alguém . Ria abertamente dizendo:

- Só estou começando! Preparem-se porque eu sempre ganho...

(...)

No amanhecer, o sol já embalava o novo dia. Um dia cheio de surpresas e...atrasos.

- Mãe, sabes onde coloquei as minhas chaves, os meus sapatos? Cadê a minha bolsa?

- Victor, acalma-te! Pegue outros sapatos, querido! As tuas chaves, provavelmente, a Safira que as tem.

- Mas por que àquela gata gosta tanto das minhas chaves?! É que sinceramente... Vou sem elas mesmo.

- Pegue uma fruta, ao menos .

- Já peguei. Beijos.

Num correr desenfreado, Victor suava tanto que até a pele brilhava ao sol. Nunca pediu tantas desculpas como naquela manhã. Aos poucos avista a escola e sorri como se ganhasse um carro zero.

Em poucos minutos chega à sala, entra e senta no seu lugar. Até lá, tudo normal.

Os minutos voam e a preocupação ganha mais força na mente do amigo.

" Onde está a Isa? Pensei que se tinha atrasado, mas já faltam cinco minutos para a aula terminar."

O sino de saída soa e nada da amiga. Convicto então, decide procurá-la. Mas não a encontrando, pergunta aflito aos colegas pelo paradeiro da mesma, sendo respondido por uma menina:

- Que pergunta mais idiota! Ficou cego? A Isa está mesmo à tua frente!

- Se estivesse, eu a veria. Coisa inteligente.

- Rapaz, ela está aqui mesmo! Está até falando contigo. Brincadeira de mal gosto, fingir não estar vendo a própria amiga! Grande imbecil.

- O quê?! Não pode ser - sente um arrepio percorrer o corpo inteiro- mas...

Antes de ter a chance de completar a frase, este é agarrado pelo braço. Quando Victor vira o rosto e vê de quem se trata, contrai o maxilar.

- Não me toques!

- Só quero conversar. É sobre a July...

- Foste tu que desapareceste com ela?!

- O quê?! Que absurdo! Chega mais para aqui. Não quero que ninguém nos oiça.

Matheus inspira fundo e numa frase dasaba o mundo do Victor.

- Ela voltou ao passado!

- Que raios estás por aí a dizer?! Como sabes disto?

- Ouve. Tudo começou ontem. "Ele" está a brincar connosco.

- Isto tudo é tua culpa!

- E achas que não o sei?! - Matheus descontrola-se. - Vou ter de pedir ajudar àquela pessoa...- Diz mais para si.

- De jeito nenhum! Eu não vou deixar-te! Àquela pessoa faz parte do teu clã.

- Já não faço mais parte daquele clã!

- Uma vez Batian, para sempre Batian!

- Que hipócrita! Sendo assim, uma vez bruxo, para sempre bruxo!

Sem falhar. O Jogo Começou.Onde histórias criam vida. Descubra agora