De nada entendo sobre os mistérios mundanos,
De nada sei sobre minha constituição
Tampouco posso estabelecer argumentos profanos,
Nem ao menos tipificar da luz, a luz da razão.
Luz aquela que se dissipa
Em exorbitantes espectrais
Dançando em torno do éter
Sob hipóteses transcedentais.
Levando-nos consigo
na busca de mais conturbada existência,
absorta em psicodelia e enigmas indecifráveis.
Muito ainda se discute,
sobre as origens e tudo o mais,
Muito ainda se especula
sobre esse pobre mundo vivaz.
Pode o que conhecemos até aqui ser definido com um grande BANG?
Um contexto de paradoxos,
Passagens obscuras
Ou mesmo um raro brilho nos horizonte de partículas elementares?
Única essência, Higgs
Base e constante,
Eterna saga concomitante.
Ou será em contraste devaneios
De mais maldita partícula?
Contradizente onipresente,
De imagem um quanto ausente,
Joia inapreciável,
de valor incalculável.
Divina maldição
D'evida perdição.
Ó "partícula de Deus",
que me quebraste o verso tal como o paradigma imundo que assombra a nós reles mortais.
Deusa da arte e da ciência,
instigante acusadora,
Embroma-te no que desejar,
História e ciência, filosofia ou poesia,
Mas apenas poupe o espírito de um poeta fatigado,
De encontro a respostas, em teu próprio niilismo.
Para o universo, definição não há,
ao que se passou ou ainda dará,
Irrefutáveis verdades,
aqui já mais não valem.
Sob a raiz do indecifrável,
a arborescência contínua.
Passado, presente e futuro
Teoria do espaço-tempo,
A ciência de seus frutos,
Compreensão da geração e essência.
Somos todos um só...
Somos todos matéria.
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Minha Existência
ŞiirApenas pensamentos e reflexões de um mundo diferente quase utópico batendo de frente com a dura realidade de viver, coisas desnecessárias, compreender pessoas, confiar enfim... Como lidar com tudo isso? Palavras da mente, palavras da alma, tudo em s...
