Conto Bônus 2 - Primeira vez?

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Eu arrastava a mala pela rua, aquele era o meu lugar,o lugar onde eu havia passado a maior parte de minha infância, e me sentia bem, era bom sentir a brisa novamente, deitar no gramado verde e olhar para o céu azulado, era uma volta no tempo, subi o degrau e bati a porta, logo minha mãe abriu-a

-Melissa?

Dei um leve sorriso, e ela avancou me dando um daqueles abraços grandes e aconchegantes,e percebi que numa de suas mãos, havia uma revista

- e então? - ela perguntou - ele já te pediu em casamento?

- claro que não! - respondo - quanto mais esse dia não chega, melhor.

Ela franziu o cenho

- você não o-ama, entendi - ela disse fingindo chorar, mas dava pra ver que nenhuma lágrima descia - aquilo tudo que você disse para o garoto era mentira.

Nesse momento, meu pai apareceu ao seu lado

- Filha, você chegou?

Balanço a cabeça, então entrei para dentro de casa, na sala, senti o cheiro que há muito tempo não sinto, o cheiro de infância, coloquei a mala ao lado e sentei sobre o sofá

- ai, estou morta de cansaço! - deito no sofá - as ferias me deixaram um pouco gasta.

Nesse momento,minha apareceu com um um pote de sorvete na mão e disse

-pronto, pode me contar, como foi a viagem?

Sinto suas mãos entrelaçadas em minha cintura, o seu corpo junto ao meu, juntos em um só,seus dedos deslizam por minha pele e um pequeno arrepio percorre todo o meu corpo, os lençóis se enrolam entre nós, ouço sua respiração ofegante, e percebo que estou bem, mas ao mesmo tempo, não estou, entre aos beijos, ele sussurrava em meu ouvido dizendo que me amava, com seu jeito suave de falar,após alguns minutos,trêmulo, vejo ele suspirar, talvez de cansaço, ou de satisfação, ficamos observando um ao outro, seus olhos esverdeados me encaram, e do nada, sinto me deprimida, uma tristeza corrói, agora, sentia medo, e desprotegida, não pensava que seria assim, mas enfim, um dia isso teria que acontecer, e eu tinha certeza que seria com ele, no entanto estou confusa, e lágrimas encheram meus olhos, ele se aproxima e me abraça, tentando me confortar entre seus braços musculosos, no entanto, isso não surte o mesmo efeito.

- Você o que?! - exclamou minha mãe - gente, estou pasma!

Ele pôs as mãos sobre a cabeça

- e vocês usaram aquilo? - ela sussurra desesperada - tiveram cuidado?

Revirei os olhos, e respondi

- sim, tomamos cuidado.

- cuidado com o que?

Intrometeu meu pai, ele estava apoiado ao lado da porta

- com os... Bandidos... eles... São muito perigosos.

- é... eles imprensam as pessoas e fazem coisas ruins... mas não tem muito com o que preucupar...

Indagou ela tentando tapear meu pai, então ele dá de ombros

- Filha, eu sei que você chegou agora em casa, mas, eu e sua mãe tínhamos preparados de sair, quer ir com a gente?

- estou um pouco cansada, mas obrigada pai.

Ele sorriu, minha mãe ficou calada, seu sorriso era abobalhado, puxei o travesseiro e cobrir meu rosto, porque eu fui falar pra minha mãe? Agora minha consciência vai pesar, só de pensar na discussão e Discurso que meu pai vai fazer quando descobrir, eu sou maior de idade e tal, mas ele me vê como uma criança, o que horripilante.

Mais um capítulo, continuem lendo, votem e comentem, Bye.

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