Como Nos Sentimos

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Ruggero

Me senti extremamente mal por ter sido rude com a Karol, mas também me senti aliviado, pois ela me perdoou. Eu não consegui olhar pra ela naquele momento, me lembrava do sonho e uma vontade de chorar me invadia, principalmente por causa da expressão dela enquanto caía, era como se ela não se importasse de me deixar. E eu deixei esse medo de ela me abandonar me cegar por um minuto, agi por impulso e fui infantil, só reconheci meu erro quando ela saiu pela porta. Tenho a sensação de que eu ter ido me desculpar foi bom pra nós dois e não apenas pra mim.
-- Eu te amo sabia? - a ouvi dizer quando entramos no elevador.
-- Eu sei... eu também te amo sabia? - passei um de meus braços pelo seu pescoço a abraçando.
-- Eu sei... eu e você?
-- Eu e você. - sorrimos um para o outro e ficamos em silêncio até chegarmos ao salão, onde encontramos Aldana e Mama Turbo.
-- Muito bem pessoal, hoje terão uma entrevista e só isso, eu sei, podem me agradecer, não temos tempo pro café, tomamos lá. - falou apressada e rimos.
Demoramos uns 25 minutos para chegarmos no local onde íamos dar a entrevista, a primeira coisa que fizemos foi comer alguma coisa, estávamos mortos de fome. Depois nos sentamos nas poltronas e conversamos um pouco com a Alda, que nos explicou que era ao vivo, como um direct, onde íamos interagir com os fãs e responder as perguntas da entrevistadora. 5 minutos depois nós começamos.
-- Olá, meu nome é Kate e estou com nossos convidados especiais, Karol Sevilla e Ruggero Pasquarelli. - acenamos para a câmera, já que Kate (nossa entrevistadora) não aparecia. - Então, como é nas gravações e no set? Todos vocês se dão bem?
-- Sim, todos nós nos damos muito bem, é muito divertido gravar com o elenco. - respondeu Karol.
-- Somos como uma família. Apesar de as vezes termos nossos desentendimentos. - olhei de relance para a minha amiga.
-- Que tipo de desentendimentos? - perguntou.
-- Bom, Karol e Valentina brigaram por um pedaço de bolo e ficaram sem se falar por dois dias. - ri me lembrando da cena das duas gritando por um pedaço do bolo do aniversário do Mike. - E teve uma vez que Augustín e Jorge quase colocaram fogo no cabelo da Malena e que ela quase os matou. - ri mais ainda.
-- Ruggero e Lionel fizeram, não sei, uma "batalha" pra ver quem era meu melhor amigo e não sei até hoje qual dos dois foi mais gentil. Ficaram em guerra por uma semana. Até eu decidir que os dois são meus melhores amigos. - riu.
-- E vocês já tiveram alguma briga feia?
-- Eu e Karol brigamos as vezes, mas sempre nos desculpamos em alguns minutos, no máximo 2 horas.
-- Tenho uma pergunta de uma fã aqui que achei bem interessante. Como vocês se sentem em relação um ao outro?
-- Eu amo o Ruggerito. - disse firme e a olhei surpreso - Ele é uma das melhores pessoas que conheço, é o tipo de amigo que aceita fazer qualquer coisa, como por exemplo ficar conversando com você até amanhecer, ou brincar e agir como crianças ou até mesmo ficar com você de madrugada porque tem medo de tempestades. E sem cobrar nada em troca, pra ele é uma satisfação apenas ficar ali com você. Ele é meu melhor amigo.
-- Karol é minha melhor amiga e a amo muito. É uma das pessoas mais maravilhosas que conheço e a mais teimosa também. Ela é minha psicóloga pessoal, tem os melhores conselhos e sempre está do meu lado quando preciso. Não a trocaria por nada. - depois desse pergunta respondemos mais algumas e fomos embora por volta de 14:00. Almoçamos em um restaurante e me acabei de rir com Karol, ela errava toda hora quando ia falar "mousse", eu tive que pedir a sobremesa dela para a baixinha não passar vergonha.
Depois disso andamos pela cidade, só tínhamos mais 2 dias lá e queríamos aproveitar, voltamos só de noite para jantar e saímos novamente. Quando chegamos no corredor de nossos quartos estávamos acabados, mas isso não impediu a Karol invadir meu quarto 30 minutos depois.
-- Pensei que não viria, andamos o dia todo. - disse jogado na cama.
-- Sempre venho. - deu de ombros e se jogou ao meu lado. - O que vamos fazer hoje?
-- Não sei, que tal olharmos pro teto e não fazermos nada?
-- Ta bem. - ficamos olhando para o teto alguns minutos até ela bufar. - Já chega, isso ta chato de mais! - se sentou e deitei minha cabeça em seu colo. - Vou colocar algum filme ta bem? - concordei com a cabeça e ela colocou em algum filme que eu não fiz questão de prestar atenção. Estava morrendo de sono e só piorou quando Karol começou a fazer carinho em meus cabelos.
-- Pode dormir, sei que não está prestando nem um pingo de atenção no filme. - riu.
-- Tudo bem mamãe. - brinquei e recebi um tapa na cabeça - Ai! Estava brincando!
-- Dorme criança. - ela revirou os olhos.
-- Tenho 22 anos, sou mais velho que  você. - levantei uma sobrancelha.
-- Isso não vem ao caso. - voltou a fazer carinho. Conversamos mais um pouco, mas acabei dormindo. Dessa vez não tive um pesadelo.

Notas finais:
Não revisei esse capítulo, então peço desculpas se tiver algum erro.

Acaso ou Destino? Histórias para pegar e não largar. Descubra agora