O colecionador de corpos

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BASEADO EM FATOS REAIS


    "Eu gosto desse hospital psiquiátrico aqui, eles me tratam bem, apesar de alguns deles serem loucos, bem loucos...são loucos!"


ENTREVISTA COM ASSASSINO ARQUIVO 66

   Ele não queria falar, foi quando colocaram o cadáver de Elisa em sua frente, depois disso ele disse aos investigadores tudo o que queriam saber, o que era tudo aquilo na sua casa, por que acumulava todos aqueles corpos. As partes humanas foram vitimas de homicídio ou avia outra resposta, ele não confessou todas aquelas mortes. Naquele dia a cidade descobriu que aquele inofensivo Ed não era apenas estranho, depois da descoberta de seus crimes foi apelidado de "O Carniceiro de Plainfield".

   Quando questionado de sua mãe ele dizia "Ela era superior a todas as outras, É isso que estou tentando dizer! Elas não merecem viver, estão melhores mortas, mas são bonitas...e é por isso que enfeito minha parede com suas faces, todo cadáver, é também matéria prima."


ESCRITO POR HAL WILSON

17 DE NOVEMBRO DE 1957.


    A polícia de Plainfiend, no Winsconsin. Investiga o desaparecimento de Lucia, uma senhora de 59 anos, ela avia desaparecido no dia anterior e as investigações preliminares deram a polícia um suspeito, Edward Theodore Gein, o ultimo cliente daquele dia na loja de ferramentas em que Lucia tramalhava. Ed era visto como um sujeito solitário de comportamento tímido e estranho, a polícia então decide conversar com o suspeito, chegaram em sua propriedade e a fazenda parecia estar totalmente abandonada. Logo perceberam que os estalos do piso amadeirado indicavam que avia alguém em casa e entes que batessem na porta, Edward atendeu.

   Diante dos policiais ele permaneceu calado, com os olhos arregalados e a respiração ofegante. O xerife pediu que ele os acompanhasse ate a delegacia para ajudar em uma investigação, ele respondeu que ninguém teria provas para incriminá-lo pelo assassinato de Lucia. DEPOIMENTO ESTÚPIDO! A sua declaração serviu para os policiais como uma confissão clara de seu crime, Ed foi imediatamente preso.

   Em sua casa, encontraram centenas de sacos amontoados, o cheiro era insuportável, os corpos em decomposição parecia estar ali por meses. O xerife responsável pela investigação continuou seguindo pelos corredores escuros do lugar, ele foi até a cozinha, a pouca luz vindo da janela iluminava o cadáver pendurado em um gancho de carne, aquele era o corpo de Lucia. Com o ventre e o tórax abertos, o corpo decapitado da mulher estava pendurado pelos pés, suas vísceras foram encontradas junto com a cabeça em um balde em cima da pia de louças sujas. Seu coração, cortado ao meio, estava em um prato, na mesa de jantar, outras partes do corpo ferviam em uma imensa panela.


13 DE AGOSTO DE 1956.

DIAS ANTES.


    Meia noite, o colecionados de corpos arrasta Elisa pelo chão da sala, os gritos agudos da jovem de 20 anos são abafados pela forte chuva lá fora, os relam pagos iluminas o interior do cômodo e a cada segundo, a agonia de sua vitima se torna cada vez mais forte. Edward decorava sua sala com nove máscaras putrificadas feitas com a face de mulheres mortas, na cozinha, outros dois corpos em decomposição, debaixo da mesa, partidos ao meio, como um brinquedo em pedaços. Suas cabeças foram guardadas em caixas e suas peles, totalmente arrancadas.

    Elisa é pendurada em um gancho de carne, um único corte em sua garganta é o suficiente para sangrar até a morte. O assassino cruel, toca o seu corpo com delicadeza, os pequenos cortes distribuídos pelo seu cadáver marcam o lugar exato em que a pele será retirada. Ao recortá-la, ele observa as suas curvas, o sangue ainda quente escorre por suas mãos, pensava em como Elisa era parecida com sua mãe, ele corta sua genitália com delicadeza e deposita suas partes dentro de uma caixa de sapatos cheia de suas...lembrancinhas. Dentro desas caixas, em um ritual insano, brilhava a vagina de sua mãe, pintada de dourado, destacando sua superioridade como mulher.

   O colecionador de corpos, usa uma máscara feita de tecido humano, retalhos de pele arrancados de suas vitimas. Enquanto costura a pele de Elisa sobre o próprio tórax, ele prepara o jantar, aquela era uma noite especial.


O ASSASSINO REAL


    O Serial Killer que inspirou essa história é Edward Theodore Gein, um assassino cruel e engenhoso. Em sua casa foi encontrado poltronas, paletós, roupas intimas e diversos abjetos todos feitos de partes humanas. No armário uma cabeça pendurada em um cabide, na cozinha uma geladeira com órgão humanos. Ele acreditava que o contato com as mulheres mortas não incomodaria a alma de sua mãe e não trairia a sua memória. Para ela mulher boa, era mulher morta.

   Muitos dos os corpos encontrados em sua propriedade eram roubados, os levava para casa, dessecava-os e guardava suas partes como cabeças, órgão sexuais, fígados, corações e intestinos. A idade das mulheres era quase sempre próximas a de sua mãe no momento da morte. Edward passou 10 anos internado em um hospital psiquiátrico , depois disso foi considerado mentalmente insano. Ele morreu de velhice aos 77 anos em um hospital de saúde mental, era considerado por muitos um velhinho simpático e gentil.

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Agradeço pela leitura, Anonimato53.

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