Desde que nasci já sabia qual seria meu destino. Acho que era assim para quem nasce na realeza. Sou Lorenzo Alexander Thompson III, príncipe de Thompson e consequentemente futuro rei, mas isso só acontecerá depois que achar minha esposa e futura rai...
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O café da manhã de hoje foi servido no quarto e depois de toma-lo desci ao escritório. Victor e Jason já estavam lá a minha espera, junto com o rei.
— Aí está você. — Jason exclamou quando me viu.
Caminhei até a cadeira em frente à mesa e sentei me recostando.
— Então, o que temos de concreto? — Questionei olhando-os.
— Nada, só as mesmas pistas de ontem. — Meu pai explicou.
— Temos que pensar e rever bem nossos planos. — Suspirei baixo — Eles conseguiram entrar muito facilmente ontem, se infiltrando em meio ao nosso povo.
— Está insinuando de que tiveram ajuda? — Victor questionou.
— É uma possibilidade. — Afirmei olhando-o.
Victor assentiu concordando parecendo pensativo, na verdade, todos nós estávamos. Tínhamos que tentar juntar as peças e montar esse jogo. Alguns minutos depois Félix chegou e se juntou a nós. Ele tinha algumas fichas nas mãos com relatos dos guardas. Foi útil, pois lendo algumas delas conseguimos ter mais detalhes da tarde de ontem.
Sabíamos que era um grupo mediano de homens, oito ou quem sabe dez, mas desconfiávamos de que havia mais. Quem sabe estes estivessem fazendo só à frente, para os outros virem depois.
— Já mandamos recados às províncias próximas. — Félix comentou e assentimos concordando — Eles estão sobre aviso, qualquer movimentação estranha e seremos informados, e faremos o mesmo com eles.
— Ótimo. — Meu pai concordou.
— Também estamos fazendo rondas pela floresta, afinal não sabemos se pode haver algum acampamento por perto. — Explicou dando de ombros.
Assentimos concordando e agradecemos sua dedicação nas buscas. Félix se despediu e foi reunir os guardas para avisar sobre nossa reunião.
— Também estamos dispensados, por enquanto. — Meu pai avisou.
Sai do escritório com a cabeça cheia de possibilidades. Tinha algumas teorias e suposições, mas também tinha que pensa-las melhor. Com calma.
Estava chegando na escada quando vi uma das garotas perto. Não era a melhor opção no momento, mas mesmo assim suspirei baixo e caminhei em sua direção. A convocação continuava e tinha que seguir com os planos, seja como fosse.
***
Eu andava apresado pelo corredor. Meu pai havia chamado na sala B, que era especialmente para prisioneiros. Tinha paredes escuras, nenhuma janela e pouca iluminação. Também não havia moveis além de uma pequena cama em um dos cantos e uma cadeira, essa em que o tal prisioneiro estava amarrado quando cheguei. Seu rosto estava coberto com um capuz preto, mas podia ver o peito subindo e descendo rapidamente.