Desde que nasci já sabia qual seria meu destino. Acho que era assim para quem nasce na realeza. Sou Lorenzo Alexander Thompson III, príncipe de Thompson e consequentemente futuro rei, mas isso só acontecerá depois que achar minha esposa e futura rai...
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Suspirei aliviado assim que entrei no carro. Marcos fechou a porta e deu a volta entrando também. Hoje o dia havia sido cheio, pois tive que resolver alguns problemas com mercadores da província. Meu pai tinha insistido que deveríamos atualizar a lista de registros e era isso que eu estava fazendo.
Não apareci nem para o almoço, o que me deixou frustrado já que tinha planos de chamar Mabel para um passeio. Bom, pelo menos achava que um convite na frente de todos ela não recusaria.
Nós não tínhamos terminado ontem de um jeito bom. Isso resultou em uma péssima noite de sono e uma dor de cabeça daquelas hoje logo de manhã.
— Para o palácio senhor? — Marcos perguntou.
— Sim, por favor. — Concordei.
O carro começou a se mover e deitei a cabeça no encosto do banco, fechando os olhos. Já era de tarde e o que mais queria era chegar logo, pois daqui a algumas poucas horas seria o jantar.
Sorri assim que chegamos a frente ao palácio. Dois guardas vieram até nós e acenei a eles agradecendo, avisando que havia duas caixas com alguns materiais no porta malas do carro. Eram coisas que meu pai havia pedido.
Passei pela porta da frente e segui até a escada. O que menos queria era encontrar com alguém agora, seja quem fosse, precisava de descanso.
Cheguei ao quarto e segui reto ao banheiro, já ligando o chuveiro e olhando com gosto o vapor da água quente começar a preencher o ambiente. Tirei a roupa e entrei no box, suspirando baixo de contentamento.
Tomei banho com calma e quando estava pronto sai. Me sequei e enrolei a toalha na cintura. Segui ao closet e escolhi um terno azul marinho, quase preto. Depois penteei os cabelos e passei um pouco de perfume. Voltei ao quarto e calcei os sapatos. Olhei no relógio na cômoda ao lado da cama e vi que logo seria servido o jantar.
Levantei e sai do quarto, indo ao dos meus pais. Bati duas vezes à porta e esperei, logo ouvindo a voz suave da minha mãe autorizando que entrasse.
— Querido. — Sorriu.
— Como à senhora está? — Andei até ela e beijei sua testa.
— Estou bem e você? Está com uma carinha de cansado... — Comentou me puxando pela mão até a cama.
— Estou tão com cara de acabado assim? — Brinquei dando uma risada baixa.