imagine Clint: você quer que eu desista?

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Eu sabia que meus golpes eram desajeitados que não tinha chance nenhuma de pelo menos parece que sou profissional já que Barton sempre bloqueava e isso já estava me deixando fula da vida

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Eu sabia que meus golpes eram desajeitados que não tinha chance nenhuma de pelo menos parece que sou profissional já que Barton sempre bloqueava e isso já estava me deixando fula da vida.
Meu rosto era a única parte descoberta e eu sentia 5 cortes problemáticos, eu sentia um em cada supercilio, um no dorso do meu nariz recém quebrado que doía muito, meu lábio inferior que estava rachado e no queixo. Ou seja, o Gavião arqueiro gosta de bater em mulher...ou é só em mim que ele desconta esse fetiche? Tirando a parte que a maior parte do sangue estava manchando o chão do tatame onde eu já escorreguei milhares de vezes. Puta com tudo tentei avança em Clint, mas antes que eu pensasse outro soco potente dele. Gemi, espalmei minha palma no chão apoiando meu corpo pensando em me levantar mas Barton desferiu um chute na altura do meu estômago. O ar fugiu dos meus pulmões e a dor tomou meu corpo.
- Caralho, Clint!. – gritei segurando minhas costelas. – Você é um galo de briga mesmo.
Mas o desgraçado sorriu e somente passou o antebraço na testa para limpar o suor que se acumulava mesmo suado e ofegante Clint Barton, o frango arqueiro era a pessoa mais sexy que vi na vida.
- Pronta pra volta pra proteção do seu irmão, (S/N)?.
Eu estremeci com a frieza e o desprezo presentes na voz. Qualé! Eu era (S/N) Stark! Não vou permitir que esse franguinho me faça recuar.
- Hoje não, amor.
Ignorando todas as dores no meu corpo me levantei mas não conseguia disfarçar os gemidos de dor que escapava por entre meus lábios diante da movimentação de qualquer músculo que reclamava. Okay que sou uma lástima lutando, mas ele precisava pegar pesado?.
- Qual é pirralha...- o suspiro cansado dele foi audível e um sorriso quase macabro atravessou meus lábios. Eu pelo menos fiz ele cansar. As mãos enormes na cintura enquanto me viu cair novamente. Mas, eu estava esgotada, tão que não conseguia aguentar meu próprio peso. Tenho que pensar rápido se eu quisesse ganhar. – Continue no chão e tudo isso acaba.
Não pude impedir que uma risada irônica escapasse. Eu sou uma Stark, não vou desistir facilmente, logo me obriguei a ficar de pé, meus punhos incapazes de se fecharem relaxados em frente ao meu corpo que pendia hora para o lado, hora pro outro.
- Você não me diz o que fazer.
Foi minha única resposta antes de sorrir largamente em meio a tantos sangue. Clint no primeiro momento riu descrente, e logo partiu pra cima. O primeiro soco na altura do meu rosto bloqueei fácil mas o segundo já na boca do estômago eu não sabia nem de onde veio. Perdi o fôlego. Foi a distração perfeita pra ele desferi outro no meu rosto me levando ao chão.
Droga!
Me surpreendi quando notei o Gavião em cima de mim usando suas pernas pra travar as minhas, suas mãos enormes segurando meus pulsos mantendo meus braços acima da minha cabeça. Seus olhos me fitavam com uma intensidade assustadora, ele aproveitou da minha posição e se inclinou mais contra meu corpo, seu nariz passando pela minha orelha antes de seus lábios pararem na região. Eu podia sentir o sorriso debochado dele.
- Eu te digo o que fazer...E você vai desistir agora.
Ele melhor do que eu sabia que eu não ceder, me conhecia tão bem a ponto de saber que não costumo a seguir ordens.
A raiva era inflamandora, olhei no fundo dos olhos dele tentando passar a noção do quando eu estava fula...mas a boca dele era tão convidativa que não pude me impedir de encarar aqueles lábios. Eu tenho um plano...
Antes que Clint pudesse pensar ergui meu tronco e capturei seus lábios nos meus, posso garantir que aquilo estava longe de ser um beijo calmo e delicado, eu comemorei internamente assim que Barton começou a retribuir e aos poucos o aperto que ele exercia nos meus pulsos afrouxou até estarem livres, percorri minhas mãos livres por seu peito protegido pela camisa e no mesmo instante sentir a mão dele escorrega da minha cintura até minha bunda, subi minhas mãos até a nuca de Clint agarrando com força sem me importa se estou usando demais unhas...era hora.
Aproveitei a momentânea distração de Barton, tirei uma das pernas de apoio dele possibilitando que assim eu passasse meu braço por cima da cabeça loira, apoiando meu antebraço na parte de trás do seu pescoço e o puxei pra trás, fazendo com que sua testa se chocasse contra o chão e no mesmo instante sentei nas suas costas torcendo um dos seus braços enquanto forçava seu rosto contra o chão. Ao fundo eu conseguia ouvir suspiros chocados dos agentes encarregados naquele dia para impedir que não nos matassemos durante o treino. Eu ria satisfeita forçando mais ainda a articulação do arqueiro até ele dissesse com todas as letras que desistia.
Soltei seu braço e me deixei cair ao seu lado no tatame.
- Você me distraiu.
Apenas dei de ombros e tentei me levantar, fazendo um esforço quase impossível agora que a adrenalina diminuiu eu podia sentir todos os ferimentos. Cambalei até a mesa mais próxima a procura de uma garrafa com água, notei que Clint me seguia um pouco mais atrás, ele provavelmente estava com dor no braço recém torcido ou até com dor de cabeça devido a força que bateu a testa no tatame. Mas vai sobreviver
- Você está bravo porque ganhei ou porque te beijei. – perguntei entre um gole e outro de água, quando o silêncio começou a ficar ridículo. Clint evitava olhar na minha direção e eu já estava a ponto de atirar a garrafa nele, observei ele se afasta e algo que mim murchou com a possibilidade dele ir embora, mas todo esse medo caiu por terra quando o vi com uma caixinha de primeiro socorros nas mãos
- Porque eu ficaria bravo com você me beijando?.
- Então que dizer que você não ver nenhum problema nisso, interessante...- brinquei, apoiando meu corpo na mesa sentindo meus ferimentos reclamarem pela milésima vez. – Mas de qualquer jeito acredito que é contra regras, então não vai acontecer de novo.
- Sobe na mesa. – Barton ordenou depois que apoiou a caixa na superfície, olhei pra ele com seu falasse “hey, você deslocou meu ombro”, ele revirou os olhos então me ajudou com ambas as mãos na minha cintura. Enquanto eu me ajeitava Clint preparou a linha própria para a sutura, voltando já com o material pronto.  – Abre as pernas.
- Acha que é fácil assim, treinador?. – brinquei e seque tive a chance de continuar minha provocação já que Clint forçou seu joelho entre minhas pernas forçando-as se separarem. Criando assim um espaço para ele pudesse ficar próximo para a costura meu supercilio. – Podia me pegar pelo menos um café da aula cafeteira primeiro...
- Você realmente tem que ser tão irritante o tempo todo? Será que não pode me dar um segundo de paz?. – rosnou o arqueiro soltando a agulha de qualquer jeito na mesa, espalmando ambas sua mãos na superfície da mesa próxima demais das minhas coxas. – Você quer que eu desista?.
- Se não sabe jogar não deveria nem ter entrado em campo...
- Tudo é um jogo pra você?. – ele me cortou segurando meu queixo sem delicadeza nenhuma, vi o fantasma de um sorriso nos seus lábios assim que soltei um murmúrio em reprovação ao gestor bruto. – Essa é a vida real princesa, nem tudo é uma piada.
- Coisas engraçadas são.
- Você se acha toda engraçada...- resmungou ele, seus olhos impacientes buscaram a agulha pela mesa. Ou ele vai tratar meus ferimentos ou me furar até eu vira gente. – E não é.
- E qual é...- suspirei inclinado meu corpo pra trás, ignorando a dor que pedia pra mim para. Arfei quando uma das mãos de Barton se apoiou no meu joelho, um aperto firme. Inclinei minha cabeça para o lado e mostrando a Clint meu sorriso mais doce ciente que o excesso de sangue que podia compromete minha sedução. Como a sessão tinha sido encerrada a minutos atrás, quando ganhei o treinamento, os agentes que nos vigiava já haviam partido.
- Você pode até mesmo chamar de cretina sem coração o quanto quiser, mas tem que admitir que o meu senso de humor é algo único e que deve ser apreciad...
- Pare. As. Provocações. – ordenou o arqueiro com a voz baixa, interrompendo minha fala ao escorregar sua mão abaixo do meu joelho, puxando meu corpo para mais perto num movimento sutil. Até que me pegou de surpresa mas por incrível que pareça eu consegui ficar normal.
- Sinto muito por dizer, mas você meio que não é meu tipo. Nem idade e nem nada disso, só que você acabou de me dar uma surra. E não foi aquela coisa sensual de duas pessoas treinando juntas, uma luta bem de curta distância, toda aquela tensão suor e adrenalina correndo solta... Foi você realmente descendo o cacete em mim.- expliquei sinica contendo a vontade de me esfregar naquele homem. A irritação de Clint era sentida por mim. A mão que sem pressa saia do meu joelho e subia pela coxa, o lábio preso entre os dentes do arqueiro e o olhar de molhar calcinha. – Se tinha algum clima antes, durou um dois segundos e agora eu só estou quebrad...
Um arfar surpreso escapou pelos meus lábios ao sentir os cabelos da minha nuca serem puxado com violência para trás, logo a risada descrente de Barton era sonora, me limitei a ergue uma sobrancelha para ele num desafio silencioso. Derreti literalmente quando a outra mão de Clint se infiltrou pela minha camisa tocando a pele e alcançou minha cintura, subindo até o meio das minhas costas me obrigando a endireitar minha postura. Caramba! Era muito tesão estranho depois de uma dolorosa luta. Apenas para provocar, subir meu calcanhar pela parte de trás da sua coxa lentamente e enrolei minhas pernas em volta dos seus quadris diminuindo a distância que não existia mais entre nós dois. O calor já conhecido da tesão tomou meu corpo e eu só queria aliviar aquela tensão que se acumulava dentro de mim. - Eu ia falar pra você cala a boca, mas algo me diz que você não é do tipo quietinha... murmurou ele contra meu ouvido, me matando literalmente de desejo. Agarrei seu cabelo forçando a trazer sua boca para minha.
- Você me deseja, Barton. – eu quase gemi, ergui meus braços para que ele pudesse arrancar minha camisa. – Aceitar que dói menos.
Ele se afastou abruptamente como se eu desse choque, de repente me vi sentada naquela mesa, sangrando e a ponto de transar com o gavião...eu sou um caso perdido. – E-eu...
Suspirei ajeitando meus cabelos e agarrei minha camisa evitando olha para Clint durante toda ação.
- (S/N)...- eu parei de andar mas não me virei para encara-lo. – Vai soa rude se eu dissesse que quero te joga naquela mesa e te possui até que não lembre de outra coisa que não seja eu dentro de você.
- Você não pode rejeita uma garota e depois dizer que quer fode-la, Baby. – fechei meus olhos soltando um longo suspiro. Esse passarinho ainda vai me matar
- Então vamos recomeça. – eu quase fui ao chão quando senti ele planta um beijo no meu pescoço mordendo logo em seguida. – Só que primeiro vou cuidar dos seus ferimentos e depois vamos tomar um banho juntos.
- Proposta tentadora. – encarei os olhos suaves de Barton enquanto o próprio mantinha um sorriso lindo. – Podemos ir..
A porta a nossa frente se abriu revelando um Tony nada feliz.
- Mas o que...
- Eu fui obrigado a assistir seu pôrno com minha irmã, legolas. – meu irmão resmungou de braços cruzados. – Você me decepcionou. Mas se quiser levar ela vai ter que assinar um documento da qual você me pagará se tentar devolve-lá
- Isso tudo é amor, Tony?.
- Só estou assegurando minha sanidade, irmazinha.
- Você tem alguma?.
Entrelaçei meus dedos nos de Clint e o puxei para longe do meu irmão que mais parecia aqueles atores de novelas mexicanas. Quem diria que entre Clint e eu houvesse mais coisas do que apenas prova que um era melhor que o outro em questões de treinamento, fosse nasce uma relação duradoura...ou quase já que agora nos encaramos de lados opostos.
Tony estava certo, Steve estava errado e por isso era perigoso e eu tinha que luta pelos ideais corretos...soa até estranho eu fala isso sendo que alguns anos atrás eu era a Rainha das festas, mas agora eu era a Mulher de Ferro e era uma vingadora e Clint era o criminoso ali junto ao time do Capitão. Espero que meu coração se recupere depois dessa...
- Clint.
- (S/N), amor.

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