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-Lucas, vou repetir pela milésima vez. ELE É GAY! -eu disse irritada. -Caralho, você tem que confiar mais em mim.
-E se fosse comigo você aceitaria? -ele perguntou sério.
-No seu instagram o que não falta é comentário te chamando de gostoso. Já nem me importo mais. -dei de ombros.
-Mas eu não respondo nenhuma chamando de mozão ou algo do tipo. -ele disse bravo.
-Amor eu não vou brigar. Ele é gay, você acreditando ou não. Se quiser responder alguma fã assim, a consciência é sua e o instagram também é seu. -eu disse colocando minha mochila nas costas. -Mas eu não vou brigar. Pra mim esse assunto morre aqui.
-Onde você vai? -ele perguntou ainda sério.
-Eu vou pra casa. -respondi colocando minha chave no bolso da calça que eu estava.
-Quer que eu te leve?
-Não precisa, meu uber já tá lá embaixo me esperando. -respondi e o beijei. -Te vejo mais tarde, te amo. -selei nossos lábios.
-Eu te amo também. -ele respondeu e sorriu. -Se cuida neném.
Dei outro selinho em Lucas e fui pra casa. Eu odiava ter que brigar com ele. Ainda mais quando eram brigas idiotas feito essa. Só ele pra pensar que o Vini é hetero.
Chegando em casa dei uma geral e depois imprimi vários currículos. No outro dia bem cedo eu procuraria um emprego.
-Amiga tenho uma notícia pra te dar. -Letícia disse chegando super animada da rua.
-Qual? -perguntei prestando atenção nela.
-Do lado do meu serviço tem um bar que estão precisando de moças para trabalhar e eu pensei em você.
-Amanhã quando eu for entregar currículo lá vai ser o primeiro lugar que eu vou entregar. Não aguento mais ficar parada.
-Você vai conseguir. -ela disse positiva.
-Amém!
-Cadê o meu pai? -ela disse se referindo a Lucas. De uns dias pra cá deu pra chamar ele assim.
-Na casa dele. Talvez venha mais tarde. Mas não é certeza.
-Iiih já vi que brigaram.
-Lógico. Ele ficou com ciúme do comentário do Vini, achando que ela era hetero. -eu disse e ela riu.
-Só o Lucas mesmo pra achar isso. -ela disse ainda rindo.
-Foi o que eu disse pra ele. -disse abrindo a geladeira. -Vai querer comer o que?
-Por enquanto nada. Espera o embuste chegar, aí a gente pede uma pizza.
-Pensei que ele fosse seu pai.
-Ele é. Mas também é um embuste.
-Ta né. -eu disse e ela foi pro quarto dela.
Saí dali e fui pro meu também. A rotina de casa cansa mais do que qualquer outro serviço. Literalmente.
Deitei em minha cama e fui ler um pouco, até o sono chegar e eu adormecer.
Acordei com  Lucas acariciando meu cabelo.
-Boa noite dorminhoca. -ele disse e eu sorri.
-Boa noite coisa linda. -respondi.
-Vem comer antes que a pizza esfrie. -Lucas disse indo em direção a porta do quarto.
Escovei meus dentes e fui comer.
-Que cena linda, até parece comercial de margarina. -brinquei me sentando ao lado de Lucas.
-Maravilhosa. Eu gostaria muito de terminar de comer essa pizza com vocês, mas amanhã acordo cedo. -Letícia disse colocando seu prato e copo na pia. -Boa noite pai, boa noite mãe. -ela disse indo para seu quarto.
-Pelo menos não vamos precisar ter filhos. -brinquei com Lucas.
-Quem disse isso? Eu quero pelo menos uns dois.
-A gente vai treinando, uma hora acontece. Mas por enquanto ainda não.
-Me desculpa por hoje tá? -ele perguntou entrelaçando nossos dedos.
-Já passou. -eu disse e dei um selinho nele. -Eu também to morta de sono, vamos para o quarto?
-Você nem comeu. -ele disse sério. -Come aí nós vamos.
-Tô sem fome.
-Come. -insistiu. -Você sabe muito bem que não pode ficar sem comer.
-Minha mãe que deve ter falado isso, certeza.
-Não importa quem me falou. Apenas coma.
-Nossa, grosso. -eu disse dando outra garfada na pizza.
-E grande. -Lucas disse e eu ri.
-Me poupe. -eu disse largando meu talher de lado. -Pronto, já comi. Podemos ir dormir?
-Nós vamos pro quarto, agora se eu vou deixar você dormir eu já não sei.
-Veremos. -respondi

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