Até quando, coração mascarado,
Estarás vulnerável a esse olhar?
Até quando, coração mascarado,
A cicatrização isso irá dificultar?
Digo-lhe quão teimoso és, num digo?
Mas não te culpo, desculpo-me
Permiti que em ti a deixasse entrar.
Até quando coração, mascarado?
Adorava eu olhar aquele olhar,
Olhavo-o, admirava-o, ó quão belo!
Belo não mais é, belo é estar distante
Pois hoje, machuca-me, és flamejante!
Até quando, coração mascarado,
Estarás vulnerável a esse olhar?
Até quando essa máscara de riso,
Irás tu sustentar? fraco coração!
Não tenhas medo de um olhar,
Que dias trouxe-te felicidade,
Dias de hoje fazes-te chorar!
Ouça, tenhas calma, tudo passa....
E tudo passará...
— SOUZA, Christian.
Escrito em 13/09/17
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Datilografado
PoetryAos 18 anos, Christian Souza descobriu que o papel era o único lugar capaz de suportar o peso de uma alma que insistia em ter 80. DATILOGRAFADO não é apenas uma coleção de versos; é o registro em tinta preta de um coração que se recusa a calar diant...
