Ah, chora! chora grande e azul céu!
Chora como noiva debaixo do seu véu!
Que emocionada declara todo o seu amor
Ah, chora, grande céu! Chore sem pudor!
Quão belo foram os dias ensolarados?
Que ela, Felicidade, dormira ao teu lado
E quão sinceros foram os risos?
Que vão e voltam aos solstícios
Ah, chora! grande céu não mais azul.
Sem pássaros, sem vida, sem urubu.
Acena esta tua bandeira anuviada
E rende-te ao intenso frio da madrugada.
Mas, digo: espera atentamente!
Pois, Ela volta, e faz de ti outra vez ardente!
— SOUZA, Christian.
Escrito em 12/11/17
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Datilografado
PuisiAos 18 anos, Christian Souza descobriu que o papel era o único lugar capaz de suportar o peso de uma alma que insistia em ter 80. DATILOGRAFADO não é apenas uma coleção de versos; é o registro em tinta preta de um coração que se recusa a calar diant...
