Acordo com o meu telemóvel a tocar. Pego no mesmo e assim que vejo a pessoa que me estava a ligar atendo imediatamente.
EU: Estou sim?
FERNANDO: Bom dia Ana, desculpe telefonar-lhe a estas horas mas precisava muito de falar consigo!
EU: Não tem mal mas passa-se algum coisa com a Pipa?
FERNANDO: Mais ou menos. Prefiro falar melhor pessoalmente!
EU: Compreendo. Onde se quer encontrar?
FERNANDO: Pode ser no café da Marianita daqui a 10 minutos?
EU: Claro. Até já!
FERNANDO: Até já!
Num instante me levanto e visto uma roupa mais desportiva visto que hoje não vou trabalhar. Lavo a cara e os dentes e prendo o cabelo num rabo de cavalo. Pego na carteira e nas chaves do carro e parto em caminho do café da Marianita.
Estaciono o carro e entro no estabelecimento. Olho em redor e vejo o senhor Fernando a fazer-me sinal. Cumprimento-o com dois beijos e sento-me á sua frente.
EU: Então o que tem para falar comigo?
FERNANDO: Primeiro de tudo, não queres beber nada?
EU: Pode ser um café!
O senhor chama a empregada e faz os pedidos.
FERNANDO: O que tenho para falar é um assunto delicado. Tem haver com a Pipa!
EU: Conte-me tudo!
FERNANDO: Eu sei que já sabe o principal porque a Pipa contou-me que ontem almoçou consigo e com mais um rapaz. Você sabe que eu sou contra o meu filho ter uma parte da custódia da menina mas infelizmente não se podemos fazer nada!
EU: Podemos sim. Ela sofre de violência doméstica. Pode não ser assim tão violenta mas para uma criança de 6 anos é!
FERNANDO: Eu sei. Eu preciso muito da sua ajuda Ana!
EU: E eu tenho muito gosto em ajudar!
Fiquei mais um pouco á conversa com o senhor Fernando. Minutos depois despedimo-nos e cada um seguiu o seu caminho. Chego a casa e começo a fazer as limpezas de sempre. Aspirar o chão, limpar o pó dos móveis, lavar as loiças das casas de banho, sacudir os tapetes, limpar os electrodomésticos, tudo o que uma verdadeira dona de casa faz.
Acabo as limpezas e começo a fazer o almoço. Massa à carbonara. Meto a mesa e vou até à mesinha de cabeceira buscar o telemóvel. Vejo que tenho uma sms. Abro e sorrio automaticamente ao ler André.
ANDRÉ: Oi oi. Tudo bem? Já tens algum plano sobre aquilo da tua sobrinha?
EU: Oi oi André. Tudo e contigo? Ainda não mas já tenho progressos!
ANDRÉ: Também está tudo. A sério??? E pode-se saber?
EU: Sim. Podes sim mas por sms é custoso explicar!
ANDRÉ: Então so se formos almoçar juntos!
EU: Já tenho almoço feito...a não ser que queiras vir almoçar comigo!
ANDRÉ: Isso é um convite??
EU: Hum hum...
ANDRÉ: 10 minutos e tou aí!
Sorrio. Meto mais um prato na mesa e espero pelo André. A campainha da porta toca e vou logo abrir-lhe a porta.
EU: Hey! Entra! - cumprimento-o com dois beijos e dou-lhe espaço para entrar.
ANDRÉ: Obrigado! - sorri. - Hum, cheira bem!
EU: Ahaha obrigada. É massa à carbonara, espero que gostes!
ANDRÉ: Adoro!
Levo-o até á cozinha e começamos a almoçar.
ANDRÉ: Muito obrigado! - diz pousando o prato que lhe tinha servido. Então conta lá os novos progressos!
EU: Digamos que tenho mais um apoiante nesta guerra!
ANDRÉ: A sério? Quem?
EU: O avô da Pipa. Ele é contra o filho ter metade da custódia da menina. Ele esta manhã ligou-me e pediu para se encontrar comigo num café para me contar os pormenores do que sabe!
ANDRÉ: Que bom. E achas que ele é de confiança?
EU: Tenho a certeza que sim!
ANDRÉ: Se tu confias eu também confio!
Sorrio em forma de agradecimento. Nunca um/a amigo/a me tinha feito isto. Esta prova de amizade.
ANDRÉ: Deixa-me dizer-te que és uma excelente cozinheira! - diz acabando com a segunda pratada.
EU: Muito obrigada ahaha. Tem dias que me safo, tem outros que nem por isso!
ANDRÉ: Olha, já eu sou tal e qual tu. Sei fazer um prato que ias amar!
EU: Então e quando o posso provar?
Ele fica estático com um sorriso enorme a olhar para mim. Vê-se de caras que não estava nada à espera da minha pergunta.
ANDRÉ: Quando tiveres tempo!
EU: Ok. Talvez para a semana. Tenho folga na Quinta!
ANDRÉ: Boa. Assim também podes levar a Pipa!
Ficá-mos mais um tempo à conversa. Bebemos café em casa, fomos para o jardim falar, ele ajudou-me com muita insistência em pôr a loiça na maquina. Podia dizer que tinha ali um grande amigo. Um amigo que não queria de todo que fosse embora. Um amigo para a vida.
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Oi oi oi👋
Espero que tenham e gostado e caso isso metam 👍 e comentem 😉
Desculpem alguma linguagem mais ofensiva!
Byee 😘
-Ana💫
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Common Ground 💫
FanfictionAna é uma rapariga que foi "obrigada" a cuidar da sua sobrinha devido á morte dos seus pais e da sua irmã. Ela vive para lutar contra a família do pai da pequena protegendo-a daqueles que querem a sua herança. André é o anjo que cai nos pés de Ana...
