Entreguei a guia para o recepcionista e sentei no sofá azul de camurça para aguardar
ser chamado, peguei uma revista que falava sobre um naufrágio recém descoberto os
destroços no fundo do mar, depois peguei outra e fiquei folheando as páginas que falavam sobre a guerra no Iraque, na verdade eu nem prestei atenção nas matérias, eu estava ansioso, trêmulo, só pensava nesse exame e no meu petit.
Quando escutei alguém chamando pelo meu nome meu coração quase saiu pela
boca, com o susto acabei rasgando uma página da revista, andei pelo corredor do
laboratório até encontrar a sala onde iria fazer a coleta, fui atendido por uma enfermeira
super simpática, era uma sala simples, alta, falante, morena escura, bem humorada. Na sala havia um armário de vidro com alguns materiais, uma cadeira adaptada com um apoio pro braço para fazer coleta de sangue, um balcão com gavetas todo branco, no teto a luminária tinha uma lâmpada queimada entre as três fluorescentes, tinha até uma maca no canto com um biombo branco, sobre a mesa tinha um freegobar, enquanto ela preparava os tubos e a seringa eu engolia a saliva a seco e morrendo de medo, é claro.
- Estique o braço e fecha a mão.
- Assim?
- Você tem medo de injeção?
- Tenho.
- Então vira o rosto para o outro lado, é rapidinho...
- Tudo bem.
Em poucos minutos ela coletou o sangue e me liberou, colocou um tampão no
orifício e pediu para eu segurar por 2 horas.
- Em quanto tempo sai o resultado?
- Deixa-me ver... Daqui uma semana você já pode vim buscar. Procure não fazer
esforço com esse braço.
- Onde eu pego um atestado médico?
- Pede na recepção que eles fornecem pra você.
- Obrigado.
Fui até a recepção pegar um atestado, chegando à recepção o garoto não estava,
fiquei esperando por quase cinco minutos quando o vejo vindo pelo corredor com um copo de café na mão.
- Desculpe pela demora...
- Tudo bem, eu preciso de um atestado comprovando que eu compareci aqui no dia
de hoje.
- Ah tudo bem, aguarde só um instante...
O rapaz era muito atrapalhado, o balcão da recepção era grande, havia três computadores de ultima geração, uma impressora enorme que tinha mil e uma utilidades, o recepcionista ainda não sabia mexer direito no equipamento, tendo eu que perguntar se queria ajuda:
- O que acontece?
- A impressora não está pegando o papel... Será que está com problema?
- Você abasteceu com papel?
- Sim, fiz hoje de manhã...
- Deixa eu dar uma olhada... Os papéis devem ser nessa bandeja.
O cara acabou colocando papel na bandeja errada, por isso não conseguia imprimir
nada. Depois de resolver o problema com a impressão deixei o local, saindo de lá eu dei
uma passada na agência onde trabalhava e entreguei o atestado. Notei que havia muito
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Uma História de Amor
RomanceGente mais uma vez essa história não pertence a mim eu estou apenas de postando. Todos os direitos e créditos são reservados a Salém do site romance gay Essa é a melhor história que eu já li e espero que vcs também gostem.