Abrindo o caderno, com uma caneta em mãos, já me ponho a escrever, mas claro, sem assunto algum em mente, só rasuro a folha em branco, só observo cada canto do cômodo em que me encontro.
Encanta-me escrever sem regras, sem temas, sem histórias exatas ou contínuas que devam me guiar.
Gosto de escrever com liberdade, mostrar o que a minha mente guarda transcrevendo em palavras, e o que a minha alma sente ao atingir cada detalhe em que se escreve dentro das linhas, sim, não escrevo por cima, escrevo por dentro! Dentro da linha de pensamento confuso, distorcido, mas que se torna entendível a quem sabe sentir.
Haverá desavenças no meio tempo em que se escreve...
Um lugar calmo, solitário seria a sua melhor escolha eu diria, mas para mim o barulho, todos os sons presentes no momento são necessários,
É como se eles te dessem a resposta para o que escrever, para onde olhar, o que descobrir e por aí vai...
A porta bateu, isso me assustou ! Não esperava por isso, mas levei como um aviso, no qual barulhos devem permanecer.
A porta bateu novamente... Alguém correu pelo corredor, alguém chegou perto de mim e com um grito estremeceu o meu corpo,
Mensagens chegam no meu celular incontrolavelmente, pessoas conversam em voz alta, passos em meio aos sons... São simples confusões necessárias. Você esta lendo as minhas confusões no momento, uma confusão que se torna uma leitura, uma escrita, um relato ou um fato...!
Findo tudo isso com os meus dedos já cansados, no claro do dia,
Fechando o caderno juntamente em seguida a caneta, estralando os dedos e me espreguiçando...
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Cronicando Crônicas
PoetryUm pequeno espaço literário que se torna enorme quando se aprende a sentir, então mergulhe comigo em pequenos textos que farão pensar de um modo diferente! ^^
