E subitamente para todos os lados que eu olho, todos os sons que eu ouço, todos os aromas aos quais respiro e sinto em si uma presença,
Subitamente me faz delirar, me faz pensar,
-"será que o que vejo é realmente o que vejo?"
-"Será que não é uma ilusão?"
Uma doce ilusão por assim descrever.
E quão bela são as cores, pena que não existem!
E quão lindo é o som dos pássaros, lamento não ouvir!
E quão deliciosa é a vida, perdão por não saborear!
E volto a dizer que, subitamente eu vivi durante um tempo, durante uma vida, durante uma passagem escrita e falada.
Até que, aprendi a ver, a ouvir, a saborear, aprendi a viver...
Viver tranquilamente em meio a um caos,
A Aplaudir calmamente a agonia,
A Provar sorrindo do amargo adocicado,
A Ouvir em silêncio mesmo que os meus ouvidos sangrem,
A Sorrir de orelha a orelha mesmo que as lágrimas caiam...
E foi delirando que o "subitamente" desapareceu, e eu andei tranquilamente em passos lentos por um caminho estranho no qual hoje eu digo firme,
Na minha "Súbita-Mente" eu acreditei..!
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Cronicando Crônicas
PoetryUm pequeno espaço literário que se torna enorme quando se aprende a sentir, então mergulhe comigo em pequenos textos que farão pensar de um modo diferente! ^^
