E entre segredos e devastações,
Entre repulsa e obrigações,
Entre uma luta simultânea entre a vida e a morte, eu me encontro em um paralelo avassalador de incógnitas e expectativas falsas,
Entre toda a discórdia em uma calçada infalsa,
Andando sobre uma corda bamba e linhas extremamente finas,
Assim como agulhas borbulhando e perfurando uma pele fina,
Um sorriso que esconde uma lágrima,
Um beijo que cura uma dor,
Um coração que foi partido a séculos, finalmente encontra o seu destruidor,
E eu ainda estou entre a vida e a morte,
Entre a pétala e a flor,
Onde pássaros cantam,
E um coração grita de dor.
Ondo os meus olhos fecham, onde a pupila foi uma vez dilatada,
Onde a neblina cobre tudo,
Onda há uma visão embaçada...
Me lembro da calçada infalsa, lembro de ter caído ali,
Ralei a minha consciência, mas até então não desisti,
Mesmo machucando, mas uma ferida se formando,
naquela corda bamba eu vivi...
E mesmo não sobrevivendo eu persisti,
Mesmo não entendendo eu estou tentando,
Em meio a desavenças de um mar tenebroso,
De um súbito silêncio autamente doloroso.
Mas espere,
Avisto algo!, parece ser criaturas,
Ou talvez uma loucura!!
Alucinações ou realidade?
Será o bem ou a maldade?
Onde me encontro no momento, já não sei dizer,
Talvez tão profundo ,ou o mais perto da superficie por assim dizer...
Acho que eu diria entre a vida e a morte, seria o mais perto desta vez,
Com a alegria na boca, e a tristeza nos olhos,
Com a audácia na mente,
Com a fúria nos braços.
Ao permanecer, ao ser julgado, ao não entender e ao ser interrogado,
Ao decidir partir, mesmo estando errado,
Foi o melhor que fiz,
Paguei os meus pecados,
E agora de certeza digo,
Entre a vida e a morte,
Eu já não existo, nunca existi,
Durante toda essa persistência, aos poucos eu me destrui...
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Cronicando Crônicas
PoetryUm pequeno espaço literário que se torna enorme quando se aprende a sentir, então mergulhe comigo em pequenos textos que farão pensar de um modo diferente! ^^
