Agonias Pensantes

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E aqui estou eu novamente, olhando para o teto, degustando um café forte e puro, em busca de uma inspiração, talvez até mesmo um sentimento.
Assim como o café, um tanto aconchegante, bem quente, algo que me traga uma energia, uma autoestima.

Mas como em todos os momentos calmos, nada, absolutamente nada silênciosamente permanece... Ouço altos e baixos sons, paralelos talvez, vindo de um lado ou possivelmente do outro, sugiro então ser do nada.
E os sons ecoam me trasendo uma agonia, assim como violinos em meio a uma confusão melodica de uma ensenação barata.!

Imagino então um grande conflito em minha mente, assim como uma correria, uma multidão de pessoas no centro da cidade. Mas volto minha concentração para o teto, o que para alguns pode ser algo frustrante, mas para mim... Ah, para mim é toda suavidade contida em pequenos retângulos cilindricamente mal feitos, pois é algo tão simples, mas é necessario para uma construção de um lar, é algo meio torto e estranho mas que se encaixa perfeitamente bem uns nos outros...

Associo minha mente a todos eles, pois sei encaixar cada pedacinho mal feito e mal pensado das minhas conclusões em simples pensamentos pensantes.
Brilhantes? Não! Não são brilhantes, coisas brilhantes costumam perder seu brilho fácil. Já coisas pensantes tem o poder de inovar, de criar e recriar qualquer coisa. Mas se parar bem para analisar, um também precisa do outro, e assim mais uma peça se encaixa!

Pois, precisamos de um pensamento para obter um brilho,
E através do brilho, desfragmentamos o nosso pensamento ao ponto de aplicar e replicar algo melhor.

Assim se vai embora todo aquele som que me trouxe uma agonia no começo... Agora posso tomar meu último gole de café...!

Cronicando CrônicasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora