Entre ruas vazias eu andava,
Estreitas e sozinhas, era sempre assim que eu avistava,
Algo simples e agradável, longo ou curto, confortável e desconfortável dependendo de quem ali estava.
Eu sentava em um banco, longe de todos, onde pudesse ouvir com clareza o canto dos pássaros, onde soassem como um acústico de um violão,
Porém ríspido e ao mesno tempo agudo como o de um violino, ou como algo meio embaçado sendo cordas vocais humanas...
Olhava para o céu e fechava os olhos, deixava que toda aquela claridade me segasse durante alguns segundos, que me permitisse abstrair e abusar de cores estranhas que com aquele efeito eu tive,
com o vento batendo em meus cabelos eu sentia a maciez da brisa, e na plena conformidade que eu estava e me destraía no momento,
Alguém se aproximou, e com um toque me acordou, fazendo toda a sensação ir embora e me trazendo á realidade, abrindo os meus olhos e com um respirar profundo, lamentando-me de ser apenas um sonho.
Não existia banco, não existia pessoas, nem canto, nem pássaros,
Somente uma sala branca vazia e acochuada na qual eu delirava..!
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Cronicando Crônicas
PoetryUm pequeno espaço literário que se torna enorme quando se aprende a sentir, então mergulhe comigo em pequenos textos que farão pensar de um modo diferente! ^^
