E em um dia comum, como uma peça simples e ingênua, a pureza e a dança se reunem em mim.
Com os olhos brinlhando e cheios de esperança se declaram a sublimidade de passos infalsos e repetidos, ao som de músicas simples e agonizantes.
Como em um passe de mágica eu flutuo em meio a ritmos e gingados, em meio a salões e espelhos, usando sapatilhas de ponta eu sapateio perante todo o espaço contido naquela sala.
Me debruço no chão, saltitando eu me desloco e desliso entre os cantos até jogar-me novamente ao chão.
Porém, uma maldição é jogada em mim, uma sensibilidade toma conta do meu corpo. Tem que parar de dançar, eles dizem.
Mas o que será da vida sem a música acompanhada de uma dança?
Sem passos acompanhados de sorrisos?
Então disse-lhes que não pararia de dançar. E assim prossegui, entre dias, semanas e anos eu dancei...
E assim inovaram mais uma pergunta. "Não tem medo de morrer?"
E então respondi...
Se eu morrer, irei morrer feliz.
E foi assim que continuei, foi assim que terminei...
Em um dia comum, em um salão com um papel e uma caneta na mão, depois de uma leve pensada,
Já não sentia-me tão ativa. Mas alguém chegou e ao estender a mão, me concedeu mais uma dança, a "Grande Dança", entreguei todo o meu ser, e no meio dos passos eu fui me perdendo, os meus sentidos foram desaparecendo e os meus olhos fechando. Foi no meio de uma dança que eu vivi, foi no meio de uma dança que eu me entreguei.
E assim eu morri...
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Cronicando Crônicas
PoesiaUm pequeno espaço literário que se torna enorme quando se aprende a sentir, então mergulhe comigo em pequenos textos que farão pensar de um modo diferente! ^^
