Primavera
13 Semanas
Ele se aproximou e antes de dizer qualquer coisa abraçou-a com ternura. Os braços delicados envolveram sua cintura, e o rapaz sorriu aspirando o doce aroma dos cabelos rosados. Apoiou o queixo no topo da cabeça dela, só então percebeu o quanto sentira falta daquilo. Para sua surpresa, a menina desmanchou-se em lágrimas agarrada a sua camisa, estranhou sua reação e a encarou.
– O que houve minha pequena?
A menina soluçava em seus braços, deixando o rapaz assustado. O pouco tempo que passaram juntos, havia sido suficiente para saber que algo estava errado. Aquela não era a Sakura que conhecia.
– Sai – Falou o nome dele com a voz embargada. Era mesmo ele? – Sai? – Tinha medo que ao abrir os olhos o rapaz sumisse de sua frente. E se fosse apenas um sonho?
– Estou aqui pequena. – Afagou as costas dela.
– Pensei que nunca mais te veria.
– Eu não viria para cá – ele deu um sorriso de canto, coçando a cabeça –, mas ficar sem te ver – ergueu o queixo dela – seria um martírio que não ousaria imaginar.
Os dois se olharam, intensamente. A proximidade fez as bochechas femininas esquentarem. Sakura até mesmo havia se esquecido de suas amigas ali, ou até mesmo que estavam em um colégio. Ele ia beija-la, os lábios estavam quase tocando os seus. E apenas Deus sabia o quanto ela queria aquilo. Mas não podia.
– Precisamos conversar – Informou desvencilhando-se dos braços dele e secando as lágrimas.
– Claro – olhou as amigas dela que acompanharam a cena em silêncio. As duas estavam estáticas. Seria ele? – Venha – ele a puxou para fora da escola, enquanto andavam pelo corredor lotado de alunos, algumas pessoas os observavam. Sentaram-se em uma mesinha próxima a cantina.
Ele analisava o rosto infantil – era o que ele mais gostava nela, parecia um anjo – esperando que começasse a falar. Sakura ainda não sabia como dizer a ele. Sabia que Sai ficaria bravo com ela. Respirou fundo antes de começar.
– É sobre aquela noite – contou com medo e baixou a cabeça.
– Sakura está me assuntando, que cara é essa? – Ela desviou o olhar, como contaria a ele?
– Sai, eu...
Sai já estava desconfiado, mas queria ouvir da boca dela. Se recusava a creditar que ela diria... seus músculos enrijeceram quando ela tocou a própria barriga confirmando suas suspeitas. Ele cerrou as mãos em punho e socou a mesa.
Que merda! Isso não estava acontecendo.
– Diga Sakura – sua voz saiu mais ríspida do que pretendia. Ele se recusava acreditar – Diga, quero ouvir da sua boca.
O silêncio reinou entre eles, as lágrimas rolavam molhando o rosto da menina. Ela apertou as mãos, deixando-se levar pelos sentimentos conturbados de sua mente. Sai observa a garota olhando para as próprias mãos, e sentia pena. Sabia que havia sido rude, mas custava a acreditar que fosse real. Tinha que ser um pesadelo. Sakura não estava...
– Estou grávida. – A voz doce invadiu seus ouvidos. Como aquele anjo poderia estar... ele não ousava concluir a palavra, mesmo que em sua mente. Era estanho, absurdo, surreal, angustiante, cruel demais.
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Por Que Eu?
Fiksi PenggemarNenhum deles sabia no que estava se metendo. Bom, talvez ele soubesse, mas jamais admitiria isso. Quinze anos, época de aprendizado, libertação e independência. Sakura havia acabado de completar seus tão sonhados quinze anos. Sua vida toda estava...
