Capítulo 8 - Tomando Uma Decisão

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Primavera

16 Semanas


Sakura suspirou desanimada, sabia como Sasuke odiava ser pressionado. E era exatamente isso que suas famílias estavam fazendo naquele momento. Queria ter uma maneira de dizer a ele que estava tudo bem, que tudo daria certo. Sentia-se uma idiota por pensar essas coisas.

A mãe do rapaz, Mikoto, estava irritada – fumava um cigarro próxima a janela, enquanto observava a simplicidade da sala de estar dos Haruno – reclamava a todo o instante por precisar pegar um voo de última hora para comparecer aquela reunião em família. Era o lançamento de sua nova coleção, não esperava realmente que Fugaku entendesse, mas Sasuke deveria saber. Ela deveria estar do outro lado do mundo agora – de preferência, longe daquela família.

O pai dele, Fugaku, praticamente gritava sobre o quão irresponsável era, e do porquê escolher logo ela, com tantas mulheres no mundo – A menina sentia-se humilhada, mas nada dizia, tinha medo de sofrer represálias por parte do homem – Todos estavam tensos, mas não reparavam em como Sakura e Sasuke estavam abalados, eles eram os mais afetados. Ninguém percebia, que naquele momento, tudo o que os dois precisavam era de conforto, apoio e compreensão.

Mikoto não entendia porque precisava está presente naquela casa – observava com arrogância a arquitetura simplória do lugar, estava acostumada ao luxo dos grandes monumentos que frequentava. Mas não podia deixar de repara que mesmo não tendo luxo que estava acostumada, a casa era aconchegante, provavelmente, um lar. – Ela odiava ficar na presença do marido, por isso passava tanto tempo fora. Fugaku era um homem impassível, o que irritava a mulher a ponto de largar seus filhos, apenas para se ver longe dele.

Kizashi não se preocupava em deixar as coisas ainda mais difíceis – jogando a culpa em cima de Sasuke – dizendo que foi irresponsabilidade do rapaz que seduziu sua filha, e destruiu o seu futuro brilhante. A todo momento apontava o dedo para o rapaz, gritando, ou falando alto demais. Sasuke apenas abaixava a cabeça e ouvia tudo, não gostava de ser repreendido, mas não conseguia responder quando alguém como Kizashi – ou mesmo seu pai – falava com ele naquele tom.

Mebuki, com seu jeito protetor – tendo passado por algo semelhante – buscava acalmar os ânimos na sala. Ela dizia que não era culpa de ninguém, simplesmente aconteceu. E não cabia a eles dizer quem fez ou deixou de fazer. Independente de qualquer coisa, eram duas crianças que precisariam da família para superar todas as dificuldades futuras. Eles teriam que enfrentar a difícil tarefa de ser pais – trabalho esse que já era complicado suficiente para um adulto – teriam de estudar, trabalhar, cuidar de um bebê, lidar com tanta pressão não seria fácil.

Sakura percebeu então – olhando sua família agindo daquela forma – Que aquele ser em seu ventre era o culpado de tudo. E naquele momento ela soube exatamente o que deveria fazer – ver o rosto abatido de Sasuke, sabendo o quanto ele já sofrera em sua vida, foi o ponto que faltava para ela ter certeza – Levantou-se do sofá pedindo licença, disse que estava cansada e que iria se deitar um pouco.

– Não pode sair assim – o olhar inquisidor de Fugaku caiu sobre ela – Onde estão seus modos? – Perguntou levando sua xícara de café aos lábios.

Sem responder, Sakura pediu ajuda ao pai com os olhos. Tinha medo de Fugaku, seu olhar a fazia estremecer. Não queria demonstrar fraqueza, nem aparentar insegurança diante ao homem, mas apenas a presença dele a fazia tremer. Seu olhar dizia tudo o que o pai precisava – e como o herói que Sakura sempre dizia que ele era – lançou sua prepotência sobre o Uchiha.

Por Que Eu?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora