Admission of Guilt

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Depois de alguns meses em negociação, Jessica finalmente conseguiu o que precisava para transferir a sede da Pearson Hardman para Nova York. Jessica não queria perder Donna, que era de longe sua melhor funcionária, então lhe ofereceu um aumento e ajuda com todo o custo da mudança para que ela fosse junto.

Era uma oferta que Donna não queria recusar, mas precisava falar com Mark primeiro, afinal toda a vida deles estava em Seattle. Alguns dias depois, Mark contou que tinha recebido uma boa proposta de emprego em Connecticut assim que Donna chegou em casa e ela começou a rir com a coincidência. Resolveram então que se mudariam.

Depois de passar o dia inteiro preocupada com Piper, Donna chegou do trabalho no fim da tarde e encontrou Mark sentado no sofá segurando a menina adormecida no colo enquanto passava um desenho animado na TV.

Hey. — Ela deixou a bolsa de lado e sentou no sofá ao lado deles, se aproximando para dar um selinho em Mark. — Como ela está?

— A febre ainda não passou. Abaixou um pouco quando você não estava, mas voltou a subir mais ainda agora. — Mark sussurrou. — Ela estava meio chorosa querendo a mãe, mas eu a distraí e ela acabou dormindo um pouco antes de você chegar.

— Não fiz meu trabalho como deveria hoje porque fiquei pensando nela. — Donna disse depois de um tempo. — Jessica não se incomodou, in fact, ela só percebeu quando pedi desculpas, mas mesmo assim. Me senti uma péssima profissional.

— Donna, ser uma mãe preocupada não faz de você uma péssima profissional. — Mark colocou uma mexa do cabelo de Donna para trás da orelha. — Faz de você uma mãe maravilhosa.

Thanks, Mark. — Donna deu um pequeno sorriso para ele. — Acho que vou levar essa mocinha para a cama.

Donna pegou a filha no colo e a levou para seu quartinho. Mesmo com todo cuidado do mundo para não acordá-la, Piper acabou abrindo os olhinhos depois que Donna a colocou na cama e chamou pela mãe quando ela estava prestes a sair do quarto.

What, baby? — Donna se aproximou e sentou na cama ao lado dela, ligando o abajur.

— Fica aqui comigo até eu dormir de novo? — Piper pediu esfregando os olhinhos.

— Claro, meu amor. — Donna sorriu para a filha. Embora estivesse cansada e doida para tomar um banho, encostou na cabeceira da cama e puxou Piper para deitar em seu colo.

Donna começou a fazer carinho nos cabelos da menina com uma mão, já que a filha estava segurando a outra.

— O que tá escrito? — Piper perguntou se referindo à pulseira que Harvey tinha dado para Donna. Ela tinha ficado distraída passando o dedinho nos quadradinhos.

— O nome do tio Harvey. — Donna respondeu com um sorrisinho involuntário.

— Por que?

— Ele me deu essa pulseira antes de se mudar para que eu lembrasse dele. Foi uma brincadeirinha. — Donna riu com a lembrança.

— E por que ele nunca me deu nada pra lembrar dele também?

— Porque você lembra dele o tempo inteiro. — Donna disse esfregando o nariz no pescoço da filha, tirando umas risadinhas dela. — Tio Harvey isso, tio Harvey aquilo... Às vezes acho que você gosta mais do tio Harvey do que da mamãe.

— Eu gosto dos dois... Quase igual. — Piper disse de um jeito meio duvidoso.

— Quase igual? — Donna levantou uma sobrancelha.

Love, Donna. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora