Chris dava play em sua playlist.
Era quinta feira, atrás da porta da sala de audiovisual, estavam três garotos.
Jack estava tentando resolver um cubo mágico, mas sua cabeça parecia estar em outra dimensão e Chris estava sentado em cima de uma das mesas de madeira com os fones nos ouvidos, cantarolando um rap rápido demais para que alguém entendesse alguma palavra. Finn olhou pra ele por alguns segundos, que cantava balançando a cabeça e fazendo gestos com as mãos em sua direção, como se quisesse que o cacheado caísse em seu charme.
Ele franziu as sobrancelhas e soltou uma risadinha, voltando a atenção para seu desenho que tinha começado hoje mais cedo. O lápis deslizava pela folha fazendo o contorno de uma roda gigante, a mesma do parque de diversões que tinha dito à Millie. Wolfhard lembrou-se da última vez que esteve lá e sentiu vontade de ter uma máquina de teletransporte apenas para sair da escola e fugir um pouco do mundo. Era um dos seus lugares de paz em Nova Iorque.
— Vocês acreditam que minha mãe me fez tirar até um raio-x ontem? — Jack fala de repente, com um tom de indignação. Os dois outros garotos se entreolharam e sabiam que ele ia falar em algum momento e estavam apenas esperando. Jack não conseguia ficar calado por muito tempo, aqueles tinham sido os únicos dois minutos de silêncio na sala. — Eu sempre me sinto uma criança de dez anos quando vou pro hospital.
— Com a sua altura eu acreditaria também. — alfinetou Chris.
Finn sorri levemente, ainda sem tirar a atenção de seu desenho.
— Não sabia que você tinha ido pro hospital ontem.
— Você passou a tarde de ontem fora, lembra? — respondeu Jack um pouco distraído pelo seu cubo. — Depois que eu voltei do hospital, ficamos esperando você pra jogar Overwatch.
— Sorte do Jack que ele não dormiu de couro quente. — falou Chris tirando os fones e franzindo as sobrancelhas para Finn. — Afinal, aonde estava ontem?
Finn queira ficar quieto no seu lugar, não queria contar que estava com Millie e que passou a tarde falando sobre o fascínio dela por girassóis, os amigos dele perguntariam o motivo e ele teria que explicar. Wolfhard prometeu à garota que não iam compartilhar com ninguém o trato que tinham e iria cumprir, então ele deu de ombros e disse:
— Eu estava ocupado resolvendo umas coisas. — murmurou, fazendo os dois ficarem desconfiados e percebendo isso, acrescentou. — Não olhem pra mim desse jeito, vocês sabem que eu gosto de andar sozinho.
— Sei, você não me engana. — Jack olhou para ele de cima à baixo com um sorriso brincalhão no rosto, em seguida encarou seu relógio de pulso. — Garanhões, tenho Biologia agora, eu não ando adquirindo muita fisetina ultimamente e ainda me sinto triste pela bronca da minha mãe.
Finn se perguntou de repente o que seria fisetina.
— Eu não entendo um por cento do que você fala, mas aposto meu traseiro que fisetina é coisa boa. — Chris tocou no ombro de Jack.
— Como se seu traseiro valesse alguma coisa.
— Se anime, filho da mãe. Temos basquete hoje na casa do maluco da turma de Artes.
— O maluco da turma de Artes se chama Josh. — consertou Jack.
— Isso aí mesmo, Josh. — respondeu o loiro pegando sua mochila. — É que estou com preguiça de pensar.
Finn guardou seu desenho e pegou sua mochila, rindo também.
— Já pararam pra pensar em quantas pessoas que tem a inicial ''J'' estudam aqui?
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Sirius | Fillie
FanfictionMillie Bobby Brown e Finn Wolfhard tem algo em comum, as aulas de Astronomia no segundo horário. Ela era uma garota simples e de sorrisos bobos, porém apaixonada por Jacob Sartorius desde o ensino fundamental, que era popular em termos colegiais e s...
