➝ capítulo um

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O   S I S T E M A

N E G R O


— Me diga, governador Yang, o que acha que estamos fazendo aqui? — O homem misterioso se dirige ao Sr. Yang, que estava sentado em sua cadeira de escritório tarde da noite.

— Como eu poderia saber? — ele o responde. — Não conheço vocês... — Yang olha em volta e analisa o grupo encapuzado à sua frente — ...Isso é um assalto? — ele pergunta, temendo a resposta. Yang sabia que eles não estavam ali à toa, já que ele era o governador.

Yang estava trabalhando em seu escritório, planejando seu esquema eleitoral para as próximas eleições, que aconteceriam em Seoul, no final do ano. Todas as noites, ele trabalhava sozinho enquanto sua filha estudava em seu quarto, pelo menos era o que ele achava que ela estava fazendo. Há alguns minutos atrás, ele havia sido surpreendido por um grupo de homens de preto que invadiram sua residência sem que os alarmes da casa fossem acionados.

— Assalto? — ele sorri. — É bem mais do que isso. — um sorriso se formou no rosto de Erick, que não usava máscara como os demais à sua volta. — Estamos aqui para começar uma nova ordem, Sr. Yang. E pra isso, precisamos que o senhor não esteja vivo. — Erick saca sua pistola Glock 40 que estava presa à sua cintura, e aponta em direção a testa de Yang.

— Eu sou o governador. — sua voz falha ao ver o cano preto da pistola em sua testa. — Vocês não podem fazer isso.

Kessie chega em casa depois de mais uma de suas noitadas acompanhada por um de seus colegas da faculdade. A jovem estava se divertindo em uma pequena boate no centro da cidade depois de ser proibida de sair sozinha tarde da noite. Ela estava acostumada a quebrar as regras do pai e fazer bobagens sempre que podia.

— Shhh... — faz um sinal, colocando seu dedo indicador sobre a boca — ...Não façam barulho, meu pai pode estar acordado. — ela sai do carro, tentando não chamar muita atenção.

— Nos vemos depois, Kess. — O rapaz no volante se despede.

— Até depois. — ela o responde, se afastando do carro. "Onde estão os guardas daqui?", ela pensou enquanto cruzava o jardim da casa, dando a volta para não ser pega. Os guardas de seu pai ficavam sempre à espreita nessa hora da noite. No ano passado, tentaram invadir a residência dos Yang. O estado estava em período de eleições, então foi um momento crítico para eles.

Passando pela varanda, Kessie escalou a parede, onde tinha uma escada de flores na lateral da casa, onde daria acesso à seu quarto ao escritório de seu pai. Espero não cair aqui agora, ela pensava enquanto subia cuidadosamente, degrau por degrau.

— Por favor não façam isso. — ela escuta a voz de seu pai e para no meio do caminho. — Eu dou o dinheiro que vocês quiserem. — Kessie se desesperou, com o tom de voz de seu pai, ele parecia estar sendo ameaçado.

Subindo um pouco mais até a janela, ela pode ver o Sr. Yang na mira de uma arma, e um homem com um olhar rígido a segurando. Kessie ficou paralisada, do lado de fora da casa, ela queria entrar, fazer algo, mas morreria junto com seu pai. Pegou o celular do bolso e discou alguns números. Sua intenção, era ligar para a polícia, mas seu celular estava desligado desde cedo. Durante a festa sua bateria teria acabado. Sua atenção voltou-se para a janela novamente, apavorada, não sabia o que fazer a não ser ficar olhando o que estava acontecendo. Em frações de segundos, Kessie viu a bala sair do cano da pistola e percorrer um pequeno caminho até que se chocasse com a testa de seu pai. O vermelho escuro de seu sangue, se espalhou pela parede que estava logo atrás dele, e sua cabeça pendeu para trás,  já que seu corpo não estava mais vivo.

Clube Dos Sete • The System Black | BTSHistórias para pegar e não largar. Descubra agora