[concluída] A vida de Camila mudou completamente quando uma paciente misteriosa chegou ao seu hospital, era pra ser só mais um parto ou cirurgia de rotina, mas a jovem doutora se viu totalmente envolvida em uma história cheia de traumas e um perigo...
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Pov Camila Cabello
São poucos os momentos na vida que nos fazem refletir sobre tudo, como agora onde eu estava na pré sala de cirurgia lavando minhas mãos para tentar salvar a única pessoa que aquela paciente teria dali pra frente.
O que levaria uma pessoa a fazer uma crueldade tão grande?, estava em todos os jornais. "Atentado a carro mata quase toda a família Jauregui. "A Polícia procura pelo suspeito que fugiu do local em seguida." "Carro é atingido por balas e jovem grávida é a única sobrevivente."
Quem teria coragem de fazer isso com pessoas?, com uma mulher grávida?. Uma criança que nem tinha nascido e já estava correndo risco de vida.
Por mais que coisas assim sejam frequentes hoje em dia, eu não conseguia ler notícias como essa e não me sentir revoltada com tanta crueldade. Balancei a cabeça em negação tentando apagar tudo que eu tinha visto sobre o acidente até aquele momento, salvar aquela mãe e aquela criança era a minha prioridade naquele momento.
Sequei minhas mãos e passei pela porta que se abriu após eu me aproximar, a assistente colocou minhas luvas e eu levei a máscara até o rosto para começar a cesariana.
— Lâmina três. -disse após me posicionar ao lado da paciente.
Seu rosto mesmo adormecido era carregado de preocupação, como se ela ainda estivesse ali acordada, o olhar dela de algumas horas atrás não saía da minha mente. "Salva o meu bebê por favor", por que eu tinha a sensação de que aquele pedido foi literal?.
— Doutora?. -ouvi a voz da assistente me chamando e fazendo eu voltar para a realidade.
Respirei fundo e comecei o meu trabalho, o acidente havia causado uma lesão no bebê ele estava com dificuldade para respirar, eu teria que corrigir o problema e ser rápida.
[...]
— Está sem pulso, caramba!. -lamentei após conseguir tirar o bebê com muita dificuldade.
Segui com ele para o pequeno leito e comecei a técnica de reanimação.
— Vamos carinha você consegue, não deixe sua mãe sozinha. -falei em um sussurro como se só estivesse eu e ele ali. — Vamos. -repeti esperançosa.
Foi como se o meu coração tivesse voltado junto com os batimentos dele.
Suspirei aliviada e pude sentir uma lágrima escorrer pelo meu rosto, todos na sala vibraram junto comigo e eu sorri no instante em que vi seu pequeno peito subir e descer em uma respiração forte.
— É isso ai campeão. -falei ainda sorrindo em seguida chamei outro médico para levá-lo a incubadora.
A paciente continuou ali para receber atendimento por outras causas que não cabiam mais a mim e eu me retirei da sala, me sentei em uma das cadeiras que ficavam um pouco distantes da sala de cirurgia, elas eram para os parentes dos pacientes que esperavam por notícias, era para os parentes dela estarem ali, mas ela estava sozinha.