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Acordei na manhã seguinte e Lisa não estava mais na cama, menos mal, pois assim eu não precisaria fingir, porque eu acordei excitado, tomei outro banho gelado, mas não resolveu muito ao chegar na cozinha e me deparar com Lisa só de camisa na ponta dos pés tentando pegar uma tigela, me aproximei por trás dela, colei meu corpo no dela, peguei a tigela e falei em seu ouvido:

-Bom dia!

Ela se virou, estava corada, ela sentiu minha ereção, mas eu precisava disso:

- Bom dia....obrigada.

Lisa falou pegando a tigela da minha mão:

- O que você está fazendo?

- Panquecas.

- Sabe que não precisa cozinhar?

- Sei, mas eu pedi para Beth, tudo bem?

- Sim, mas sabe fazer isso?

- Sei, passei muito tempo na cozinha do casarão, lá era um bom lugar para se esconder do George.

A menção a esse nome despertava o pior dentro de mim, só de imaginar ele batendo em alguém tão delicado e sensível me deixava irritado:

- Posso ajudar?

Lisa me olhou com um sorriso de deboche e isso mexeu com meu tesão:

- Não sorria assim!

- Desculpe...

Ela falou e abaixou a cabeça, não queria ter causado isso nela:

- Lisa, não é isso. - me aproximei. - não entenda mal, é que você sorrindo assim me dá vontade de fazer certas coisas.

- Então faça!

Lisa falou me encarando com seus suplicantes olhos verdes, um deles ainda sustentava a marca da agressão, respirei fundo, passei a mão no seu rosto e deu um beijo em seguida:

- Ainda não.

Me afastei, pois meu monstro havia acordado e implorava para eu fazer, voltei a me sentar no balcão:

- Você pode continuar, não vou atrapalhar e afinal precisamos comer antes de sair.

Lisa se virou e continuou seu trabalho, ela estava tão concentrada e ali estava tão natural, senti vontade de abraçá - la, Beth entrou trazendo o jornal:

- Bom dia senhor.

- Bom dia Beth, me faça um favor ligue no escritório e avise a Claire que não irei hoje, vou levar Lisa para fazer compras.

- Sim senhor.

Ela me entregou o jornal e comecei a ler, isso distrairia meus nervos, enquanto eu lia um cheiro delicioso começou a surgir e em alguns minutos Lisa colocou a mesa:

- Está pronto!

Ela falou, fechei o jornal, levantei do balcão, segurei a cadeira para ela sentar e me sentei ao seu lado:

- Isso está uma delícia!

Falei com a boca cheia de panqueca e Lisa sorriu vitoriosa, acho que era o primeiro elogio que recebia e eu faria inúmeros elogios se em troca ganhasse esse sorriso.

" Ei cara, pare com isso!"

Meu consciente tinha razão, eu não poderia fazer isso, não com essa garota, tomamos nosso café e assim que acabamos me virei para ela:

- Pronta para fazer compras?

Lisa sorriu abertamente dessa vez me fazendo sorrir também, me virei para meu consciente:

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