Prólogo

342 56 29
                                        

O suor escorria quente pelo rosto, quando o corpo de Nicolas Collins encontrou o chão

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

O suor escorria quente pelo rosto, quando o corpo de Nicolas Collins encontrou o chão. Caído ele se contorcia enquanto seu adversário subia sobre o seu peito, fazendo-o sentir a pressão sobre sua caixa torácica. Ele tentou se levantar, porém já estava enfraquecido. Fechou os olhos, respirando freneticamente, completamente exausto. Sentiu algo áspero e molhado passar em sua bochecha.

Então ele explodiu em uma gargalhada. Abrindo os olhos pode ver os olhos amendoados e inocentes de Toby o analisarem, a língua para fora, a cabeça pendendo de lado.

— Tire suas patas de mim, Tobias. — Nicolas disse depois de se recuperar do riso. O cachorro passou mais uma vez a língua no rosto do menino antes de sair de cima dele, trotando ele foi em direção a sua casinha em busca de água, os pelos caramelo brilhando à luz do sol. — Vai ter revanche, não pense que venceu essa. — O garoto apontou o dedo para seu amigo de patas, que por sua vez nem deu moral a ele.

— Você sempre perde. — A voz suave e afeminada soou fazendo Nicolas se sentar no gramado para enxergar a irmã sentada sob o corniso, ela sorriu debochada para ele, o que o fez revirar os olhos.

Suado e todo sujo ele se levantou e caminhou até a irmã. Um caderno estava sobre as pernas dobradas dela, uma caixa florida cheia de canetas e papéis coloridos estava no chão próxima a ela. Ele sentou-se do lado da caixa e começou a mexer nas coisas que haviam dentro.

— Ei, cuidado com as minhas coisas, suas mãos não estão limpas. — Jessie o advertiu, fazendo-o revirar os olhos mais uma vez.

— O que está fazendo? — Questionou curioso, tentando ver o que ela escrevia no caderno, no entanto ela o fechou quando percebeu que ele estava tentando espiar.

— Estou escrevendo uma carta.

— Para quem?

— Deixa de ser curioso, Nicolas. — Jessie disse, as bochechas adquirindo um tom avermelhado, que para sorte dela o irmão nem notou.

— Meninas são tão chatas. — Ele resmungou e pegou uma caneta vermelha de dentro da caixa. — Para que escrever cartas? Não pode falar pessoalmente, ou ligar? — Questionou ainda curioso, enquanto desenhava um relógio no pulso com a caneta da irmã.

— Cartas não servem apenas para se comunicar, também é uma forma de mostrar seu carinho e amor por uma pessoa, talvez ela esteja em um dia ruim, então você pode escrever uma carta para animar ela, e dizer que ela é importante para você. — Vendo Nicholas distraído com a caneta, Jessie voltou a abrir o caderno.

— Entendi. — Foi tudo o que ele conseguiu dizer antes de Toby, seu cachorro, aparecer batendo com a pata sobre a perna dele, convidando-o para brincar novamente.

Então Nicolas largou a caneta da irmã dentro da caixa novamente, e se levantou em um pulo, tão logo estava correndo pelo jardim em toda a sua energia de criança, como Toby em seu encalço, pulando nas pernas dele a ponto de derrubá-lo, o que apenas arrancava gargalhadas dele. E não tinha jeito de ele vencer o amigo de patas, no final ele estava caído no chão com o cachorro sobre ele. Ambos cansados e felizes.

Cartas para EllaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora