E de tanto chorar, já sou pranto.
De relembrar, esquecido.
Nas mãos, palmas calejadas.
Cavando desejos proibidos,
E de pensar, já sou louco, não a encontro pra mim, não tenho nome em uma lista.
Não iniciei, sou sem fim.
Com tantos erros passados, ganhei má fama sozinho, com tantos passos errados, não encontrei meu caminho. Tentei abrir os olhos, não vi nada, nem mesmo aquele beijo, da mulher falada, nem aquele antigo abraço que ganhei, eu lutei...perdi !
Não tenho eira nem beira,
não tenho amor para amar,
não posso amar quem não aceita lutar e não quero te ver fracassar.
Eu vou seguindo sem luzes,
ninguém verá minha partida,
não quero deixar saudades,
nem prantos na despedida.
E se me quer na lembrança, guarda meu nome contigo,
meu nome é nome, só nome é simples, mas decisivo.
Na flor das noites de sangue eu parto sem chorar dor,
eu parto, mas deixo contigo o que fui aqui, deixo amor.
Igor Setta
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O que há em mim...
PoesiaPensamentos convertidos em palavras, versos, poesias, textos...
