Nasci tão perfeita
Mas com o tempo fui me tornando moeda de troca
Fui vendida
Calada
Ocultada
Muitos gritam meu nome
E quando chego, sou vista com desprezo
Sou subjugada
Tratada como uma qualquer na mão dos que pagam para me calar.
Tenho tanto a dizer
Mas não digo
Tanto a fazer, mas pouco faço
Infelizmente a hipocrisia de falarem o meu nome é vista quando os mesmos sentem o peso de minhas mãos
Me vendaram
Me deram uma espada
Me entregaram uma balança
O pobre, às vezes, é condenado por causa de um quilo de carne
O rico é absolvido, após um bilhão subtraído.
A espada que cortaria a corrupção, foi retirada da minha mão
A balança que julgaria seus atos, hoje pesam ”as laranjas” e o povo é pesado como “patos”.
Hoje sinto o dissabor de meu nome.
Por mim, me chamaria Maria...
Das Dores
Que vai com as outras
Hoje, quase desacreditada
Muito mal falada
Temo pela minha vida
Temo virar notícia
“Justiça é encontrada morta na sarjeta, o corpo aguarda perícia.”
- Igor Setta -
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O que há em mim...
PoetryPensamentos convertidos em palavras, versos, poesias, textos...
