19- No one else can fix me

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** Aviso cenas SMUT neste capitulo**

Bellamy POV

- Precisamos de falar...

Ela cruza os braços no seu peito olhando por momentos para o chão e voltando a olhar para mim.

- Não podia concordar mais.

O silêncio pesado voltou a preencher o ar. Nenhum dos dois pronunciava uma palavra parecendo que nenhum de nós sabia bem por onde começar.

- Eu queria falar sobre o que aconteceu na festa a uma semana atrás.

- Desculpa ter fugido de ti daquela maneira.

- O problema não foi teres fugido propriamente, ou talvez sim... o que quero dizer é que não entendo o que tu queres. Eu pensei que naquele momento tu querias que o beijo acontecesse tanto como eu queria que acontecesse...quando eu me aproximo do ti, tu foges.

- Eu queria que acontecesse

- Então porque é que fugiste?

- Sabes porque é que fugi? Porque mais que te ame, por mais que todas os centímetros do meu corpo implorem pelo teu e a minha maior vontade neste momento é adormecer nos teus braços, no primeiro momento em que nós ficamos demasiado próximos, imagens do que aconteceu naquele monte voltam a minha cabeça. É parvo, é ridículo isso acontecer, mas acontece.

- Tu sabes o porquê de eu ter feito aquilo.

- Claro que eu percebo, demorou para a minha consciência o aceitar. Eu agora sei que aquilo era necessário se não inúmeras vidas de pessoas que eu conhecia e tinha carinho, seriam perdidas.

- Então porque raio é que nós não conseguimos estar juntos outra vez... já não sentes o mesmo por mim?- em principio a minha voz saiu irritada porem foi acalmando para o fim da frase que foi quase um sussurro-

Aproximei-me calmamente dela nunca quebrando o contacto visual.

- Isso é impossível. Acho que ainda te amo mais se for completamente sincera.

O seu olhar era ainda mais intenso quando ela falou aquelas últimas palavras aproximando-se mais estando a poucos centímetros de mim.

- Então o que é que nos está a impedir de ficarmos juntos?

- Acho que só temos a um ao outro para culpar sobre isso...

Continuavamos a aproximar-nos cada vez mais até ao ponto de sentir a sua respiração. Os nossos olhares cruzaram por momentos só para fecharem no momento a seguir quando os nossos lábios finalmente se tocaram.

Ela não parou o beijo, desta vez pelo menos, e por esse facto senti confiança para envolver os meus braços na sua anca puxando- a ainda mais para mim enquanto sentia as suas mãos a acariar a minha cara.

O beijo era calmo e ao mesmo tempo intenso e apaixonado. Parecia que o nosso corpo tinha medo de magoar o outro depois de tudo o que havíamos passado.

Mas esse medo logo desapareceu e um desespero tomou conta dos nossos corpos fazendo com que as nossas mãos tocassem em todos os cantos que conseguissem chegar do corpo um do outro.

Afastamos os nossos lábios por momentos só para que ela tirasse a minha camisola, aproveitando assim a pausa para puxar também a dela. A mesma ainda nem tinha chegado ao chão e os seus doces lábios estavam nos meus de novo.

Acariciava as suas suaves bochechas  não conseguindo fartar-me daquele beijo. Parecia que tínhamos estado numa espécie de fome por tanto tempo que agora não conseguíamos ir a um ritmo calmo. Senti ela a começar a dar passos para trás por isso rapidamente a acompanhei e ao sentir que ela parou empurrei-a para a cama vendo o seu corpo cair na mesma e um sorriso travesso dominar a sua feição.

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