Capitulo VIII
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O tempo foi passando rápido! Vida que seguiu tranquila, tantas coisas preenchendo meu tempo e minha cabeça, não tinha mais tempo para pensar em saudades ou coisas carnais.
Comecei a me dedicar, a reconquistar minha presença dentro da minha família! – Papai, estava adorando! A bambina havia voltado para debaixo de suas asas!
Tirei minha habilitação, terminei o curso de inglês que a essa altura já fluente que conversava muito com papa e Jonny, praticava sempre com eles.
Curso da qual Davidson nunca mais apareceu por lá. Com o retorno da minha dedicação as coisas que realmente eram importantes, passei no vestibular para Medicina com uma nota consideravelmente alta, contra um certo mau gosto do meu pai, mas me apoiou e ficou muito feliz.
Ele que queria que eu fizesse administração, da mesma forma que queria que Gio seguisse com a carreira de militar, mas acreditava que ele como administrador, ainda poderia tomar as rédeas da nossa empresa, e dar continuidade a sua diretoria, mas a área da saúde nos conquistou.
E eu acabei gostando de medicina por influência de Gio, que trabalhava há muito tempo no mesmo Hospital, eu sempre ia vê-lo e achava interessante toda aquela rotina hospitalar. Isso era assunto de discussão e algumas brigas entre eles, mas como eu era a bambina dos olhos de papa, ele não implicou muito com minhas escolhas.
Papai ficou tão feliz que fez uma festa e tanto para comemorar. – Às vezes ele era meio exagerado com algumas coisas, não gostava muito de luxo e sim de conforto, mas quando queria ostentar e gastar com algo, que fosse feito com estilo!
A festa veio até com direito a fogos de artifícios, champanhe, comida em fartura e muito boa! - Cai minha cara de vergonha papa! É só uma habilitação! É só uma boa nota! Ainda tenho que me dedicar ao máximo!
Bem no meio da festa de comemoração, ele pediu um minuto de atenção a todos dizendo que iria ser breve:
- É com muito orgulho que minha bambina está ingressando na faculdade de medicina, com notas muito boas, das quais inflam meu peito de orgulho. O tempo passou tão depressa que nem percebi que ela cresceu e hoje é uma mulher, cheia de vida, beleza e sonhos. Já é uma garota habilitada e pode ser ainda mais independente mas Lu, bambina mia por favor sem exageros! Felicidades e sabe que sempre pode contar conosco, aqui está a sua família, que pra mim é a base de tudo! Io ti voglio tanto bene!
Ele levantou a taça de vinho para mim, que estava sentada ao lado de mamãe e Gio, que torceu um pouco a cara por ciúmes! Vermelha como sempre, o agradeci levantando o meu copo também! Todos aplaudiram, menos mamãe!
No final da festa quando todos tinham ido embora, papai me chamou até o escritório, ele estava entusiasmado, talvez pelo vinho:
- Venha bambina, ainda falta algo para completar esta noite para você! Sei que não gosta que ti mimo ou gaste coisas exageradas com você, muito menos de discursos que lhe deixam encabulada, mas seu velho papa é assim! Tome minha querida é seu!
Ele tirou uma pequena caixa preta com detalhes vermelhos e dourados, com um laço cor de rosa da gaveta de sua mesa e empurrou na minha direção!
Antes de mais nada olhei pra ele e sorri, dizendo que ele nunca iria se cansar de me mimar, que eu era satisfeita apenas com o carinho que ele demonstrava.
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Só Eu sei!
RomanceOlá! Como vão vocês? Espero que bem! Resolvi editar algumas coisas e distribuir a história em capítulos como todos fazem por aqui e não tudo de uma vez como eu havia feito! Rsrsrs! Sejam bem vindos a história de Luíza Marry Baggio. Este primeiro li...
