Capítulo XII
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Chegamos em casa, e o almoço já estava sendo servido, minha mãe em muito tempo, demonstrou apatia ao me ver, me abraçou, me dando boas vindas e disse que estava a nossa espera. Dona Marta por sua vez tinha feito a sua tão famosa sopa de legumes com carne pra mim.
Almoçamos tranquilos e em silêncio. Era muito bom estar de volta. Eu ainda estava me sentindo cansada, consegui comer um pouco, o efeito dos remédios estavam passando, a dor estava voltando, me retirei da mesa e fui pro meu quarto, onde tinham mais flores pra mim, desta vez não só de meu pai e sim de todos os meus amigos, bilhetes de parabéns pelo aniversário, recuperação e de boas-vindas e o pacotinho estava lá em cima da mesinha!
Papai me acompanhou, para ter certeza de que eu estava bem. Disse a ele que iria melhorar depois que tomasse os remédios e descansasse um pouco, mas que eu não tinha esquecido da nossa conversa. Ele fez cara feia pra mim, mas concordou me deixando no quarto, dizendo que qualquer coisa era para eu chamá-lo e saiu.
Dormi um bom tempo, os remédios fizeram efeito.
Acordei já estava quase anoitecendo, desta vez dormi tranquila, na minha cama, no meu quarto, minha casa, minhas coisas ao meu redor, me sentia uma menina novamente, indefesa e precisando da companhia dos pais.
Levantei ainda devagar pelo medo da dor, fui para o banheiro, lavei meu rosto e me olhei no espelho e lá estava eu, com um semblante melhor e ainda a mesma, a menina Lu estava de volta!
Sai pela casa na procura de papai, vi dona Marta na cozinha, fui até ela e perguntei:
- Onde estão todos?
Ela disse que papai estava enfiado a tarde inteira no escritório trabalhando e que mamãe e Jonny tinham saído pra fazer compras.
– Obrigada, dona Marta!
– A menina Lu está precisando de alguma coisa? Está com fome? Você está com uma carinha melhor!
– Não obrigada, quem sabe um chocolate quente mais tarde? Ela sorriu e disse que iria preparar o meu favorito com biscoitos.
Agradeci novamente e fui atrás de papai.
Cheguei até na porta do escritório, bati uma única vez, abri a porta e coloquei a cabeça pra dentro para espiar se eu poderia entrar ou não.
Papai estava atolado em papeis, pensei não ser uma boa hora, mas quando seria então? Eram tantas coisas que precisávamos conversar, adiar iria me fazer surtar.
– Oi papa! Posso entrar?
Ele sorriu e disse:
- Claro que sim! Venha cá bambina! Está tudo bem, minha menina? Descansou um pouco?
– Sim, estou bem melhor, não há nada como estar novamente em casa e com vocês por perto. Podemos conversar agora ou o senhor está muito ocupado?
– Sim, podemos, já acabei por hoje, só estava revisando uns papeis e já estava indo no seu quarto para saber como você está. Pois bem, venha aqui, sente-se. Sei que você deve estar se mordendo de curiosidade em saber de tudo, então vamos lá!
Ele se recostou na cadeira e sua expressão parecia mais tensa e apreensiva.
- Como havia lhe explicado há um tempo atrás, mais precisamente no dia do assalto, estávamos sendo ameaçados, o infeliz era um profissional, porque não apareceu nos circuitos internos da casa e não deixou rastro, reforcei nossa segurança por um bom tempo, até que concluísse as investigações, mas foi inútil. Patel e eu não conseguíamos achar nada! Inclusive você também não havia mais a necessidade de ficar andando com o Jonny pra cima e para baixo todo o tempo, eu também precisava dos serviços dele por aqui. Foi ai que nós erramos, o vagabundo, aquele motherfucker! Aproveitou a brecha e tentou me atingir por você como havia prometido! Foram uma série de tentativas, quando ele nos roubou ele tinha nas mãos coisas importantes nossas, até minha agenda se foi, sorte minha ter duas exatamente iguais e a outra estava no carro aquele dia. Ele foi tramando uma teia vagarosa sempre a espreita e no primeiro momento que ele tivesse a oportunidade ele nos pegaria! Ele sabotou os freios do seu carro, ti vigiou provavelmente por dias e ti perseguiu até provocar o acidente, mas por sua reação é que ele não esperava. O ponto fraco de qualquer plano é a suposição de que você sabe mais do que seu inimigo. A ideia principal é o que mais me parece certo é que ele ti perseguindo como um louco, você seria obrigada a usar o freio de qualquer jeito e assim ele o fez!
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Só Eu sei!
RomanceOlá! Como vão vocês? Espero que bem! Resolvi editar algumas coisas e distribuir a história em capítulos como todos fazem por aqui e não tudo de uma vez como eu havia feito! Rsrsrs! Sejam bem vindos a história de Luíza Marry Baggio. Este primeiro li...
