Capitulo IX
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Meu pai estava ficando com um comportamento cada vez mais estranho nos últimos dias, estranho até mesmo pra ele. Havia reforçado nossos sistemas de segurança, trocado algumas câmeras e fechaduras.
Havia contratado um cara, também conhecido dele e de Johnny. O Charles Alves, ele era caladão, sisudo, na dele, um homem estranho, moreno, com olhos negros e com uma cicatriz do lado esquerdo do rosto que começava no supercílio e terminava perto da boca, acho que eram marcas de batalhas, parecia ter sido um corte feito por uma faca. Parecia ter a mesma idade deles!
Certo dia, perguntei meu pai o que estava acontecendo, por que ele havia aumentado nossa segurança, ele ficou irritado com a minha pergunta e não me respondeu, mas disse que era para o obedece-lo e até manter uma certa distância do Charles:
- Só obedeça bambina mia! Coração de pai cuidando da sua menina!
Achei ainda mais estranho quando ele mandou Jonny me acompanhar, onde quer que eu fosse, por mais que gostava dele e fossemos amigos, isso já estava me incomodando, não era fácil lidar com essa situação, ainda mais quando eu queria dirigir meu carro, apesar que Jonny sempre me deixava dirigir, mas mesmo assim era estranho ter ele de babá do meu lado!
Eu queria sair com os meus amigos, a Gaby e o Duffy, queria ira e voltar da faculdade sozinha, mas papai e Jonny estavam irredutíveis.
Eu era teimosa e queria ter independência, privacidade e liberdade, mas eu acabava os obedecendo. – Não tinha muitas escolhas, me unia a eles!
Não tinha ideia do que estava acontecendo, mas sentia e percebia que era sério a coisa! Tive que obedecê-los por um tempo, mas nem meu pai nem Jonny tocavam no assunto o porquê disso tudo. - Não era por falta de tentativas com questionários aleatórios a Jonny! Perguntas despretensiosas e do nada. Mas Jonny só falava que também estava preocupado com o Big Boss e mais nada!
Às vezes eu via Charles ao telefone pela casa, sempre monossilábico, falando baixo, às vezes em inglês, sempre olhando para o relógio, pros lados, às vezes pelos cantos conversando com meu pai, quando saíamos em família às vezes vinham ele e Jonny conosco, ou um dos dois nos seguindo de carro, outras vezes Jonny ficava na nossa casa com a Dona Marta.
Em um domingo tínhamos ido almoçar em um restaurante na orla da lagoa, um programa da qual há muito tempo não fazíamos. Charles estava de folga na parte da manha e a dona Marta o dia todo. Jonny foi conosco, para ele às vezes não era sacrifício, nem trabalho, era um momento de laser dele também.
Já que éramos praticamente sua família!. – Papai não era um carrasco mercenário, sempre ajudava no que fosse preciso, tanto dona Marta, quanto Jonny!
Voltamos pra casa antes do esperado, porque os sensores de movimento da casa haviam sido acionados.
Papai e Jonny tinham um aparelho de sensor receptor parecendo com um walk talk, que emitiam sons que só eles sabiam o que cada um significava. E os dois dispararam ao mesmo tempo, deixando papai agitado e nervoso, pedindo Jonny para correr o mais rápido que pudesse. Quando alguma palavra era trocada dentro do carro, era somente dos dois e em tom muito baixo.
Chegando em frente ao nosso portão antes mesmo que Jonny acionasse o portão eletrônico, o apito do aparelho já havia parado, papai disse a Jonny:
- Patel é um Black Alpha!
- Não senhor! Não é pra tanto! Creio que Delta azul!
Antes de mesmo de Jonny parar o carro, papai sacou uma arma de debaixo do banco do passageiro, era uma Glock 10mm semi-automática, conferindo se tinha balas no cartucho e a mira, olhou com cara fechada para nós duas no banco de trás, que provavelmente estávamos com os olhos esbugalhados e paralisadas e com a arma em punho disse:
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Só Eu sei!
RomanceOlá! Como vão vocês? Espero que bem! Resolvi editar algumas coisas e distribuir a história em capítulos como todos fazem por aqui e não tudo de uma vez como eu havia feito! Rsrsrs! Sejam bem vindos a história de Luíza Marry Baggio. Este primeiro li...
