Olá! Como vocês estão?
Chegamos em 500 visualizações! Vocês são incríveis! Muito obrigada, de coração .
Então, finalmente terminei de editar a história (sintam-se convidados a darem uma olhadinha em todos os capítulos hehe) e vim oferecer um capítulo novinho para vocês.
Me contem se estão gostando de Ponto de Equilíbrio! ❤️
— Posso saber onde vocês estavam? — meu pai estava suando, isso significava que ele havia ficado muito nervoso. — Como ousa desobedecer minhas ordens, William?
William estava prestes a abrir a boca para responder, mas me pronunciei antes a fim de evitar mais intrigas.
— Pai, precisamos conversar — dei uma longa suspirada. — Por favor, pai.
— Para a sala de reuniões. Agora! — meu pai esperou Will passar e tomou meu braço no seu.
Furar oito sinais vermelhos e não frear em quatro lombadas não nos ajudou a chegar antes de meu pai, que já estava nos esperando no portão da garagem.
Assim que adentramos na sala, soltei do braço de meu pai e me sentei na cabeceira.
— Faz algum tempo que eu não me sinto bem — olhei para minhas mãos — Eu não me sinto eu mesma.
— Isso é normal devido às circunstâncias, filha.
Meu pai não estava entendendo.
— Pai... lembra daquela vez em que eu bebi tanto que fui parar no hospital por intoxicação?
— Claro que lembro — ele riu balançando a cabeça.
— Eu sabia que não eram balas — meu pai parou e me olhou com uma expressão confusa. — Eu sabia que o que eu estava ingerindo eram remédios.
— Mas por quê?
— Porque eu já não via mais sentido em continuar viva — meus olhos começaram a marejar. — Naquele dia eu quis morrer. Então eu tentei.
Os olhos de meu pai estavam ficando vermelhos.
— Por que, filha? — seu sussurrar foi o que me fez desabar em lágrimas.
— E-eu não tinha mais um rumo. Eu me sentia triste todos os dias, não sentia vontade de sair de meu quarto — tentei reprimir os soluços que me escapavam. — Eu o via triste e achava que era minha culpa, me culpava pela morte da mamãe. Agnes era minha única amiga e ela estava me deixando meio de lado também. Eu me sentia extremamente culpada e sozinha. E aquilo foi me preenchendo cada vez mais... e-e...
Meu pai se levantou e me abraçou de maneira desengonçada me fazendo aprofundar o choro e soluçar abertamente. O abracei forte como se meu mundo dependesse daquele abraço.
— Por que não me contou, meu amor?
— Eu não queria causar mais sofrimento, pai. Você já tinha muita coisa com o que se preocupar.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Ponto de Equilíbrio
FantasiaAmber não sabe que rumo tomar em sua vida... não que isso fosse novidade, ela já havia perdido seu rumo há muito tempo. Ela achava que seus maiores problemas eram um pai triste por falta de amor, uma amiga superprotetora, um namorado o qual ela não...
