"CASA DO EX-FUNCIONÁRIO (22)"
— Bem pessoal, fui informado por uma amiga em comum de que na próxima semana, será o aniversário da Juliana! Ou seja, essa é a melhor chance que teremos de fotografar e filmar a farsa do Frederico e dela juntos e entregá-los de vez à polícia! Explica o ex-funcionário (22), reunido com todos os outros.
Todos sorriem mutuamente. "CASA DE FREDERICO"
— Sua festa de aniversário? Ora, mas é claro que estarei por lá no dia e hora marcados, Juliana! Posso levar meu primo e minhas amigas Marihá, Hairan e Anne? Ah! Maravilhosa! Estaremos presentes então, valeu? Frederico está ao telefone. "CASA DO EX-FUNCIONÁRIO (22)"
— Flagraremos o casal no ato do delito! Depois disso, ou os dois se rendem de maneira pacífica
ou... Continua o ex-funcionário (22).
— Ou o que, chapa? Pergunta o ex-funcionário (23).
— Explodiremos a casa da perua para vermos se ela larga mão de ser besta e arruma um namorado da mente sã!
— UUUUAAAARRRRAAAARRRRAAAARRRRÁÁÁÁ!
Todos os presentes gargalham histericamente. "CASA DE JULIANA"
"Que irônico... jamais me passou pela cabeça ser amiga do Frederico! E a parte mais estranha da questão toda: como e por que eu sempre o reencontrava e não mais o reconhecia?" Juliana está pensativa.
"CASA DO PRIMO"
— Tio, encontrei explicações sobre as origens da insanidade, do transtorno de personalidade antissocial e da deficiência intelectual! Se a tia e você forem à polícia e apresentarem comprovações e evidências de que nenhum dos dois tem histórico de transtornos mentais na família, pode ser que
isso ajude o Frederico! Só um detalhe: encontrei com os nomes antigos, ou seja, loucura, psicopatia e retardo mental. O primo está ao telefone.
Uma semana mais tarde... "CASA DE JULIANA"
— Ei, Juliana, já chegamos! Frederico entra, acompanhado do primo, de Marihá, de Hairan e de Anne.
— Mas que maravilha! Podem entrar, meus pais e minha irmã estão na sala! Vocês foram os primeiros a chegar depois deles, aguardem que virão mais amigos depois!
— Meus pais não vieram porque estão revisando os documentos do imposto de renda.
— Os meus também não porque precisaram resolver uns assuntos lá no sítio da família. Também explica o primo.
— Tudo bem, tenho certeza de que estão felizes! Do lado de fora...
— Eles já estão juntos, galera! Podemos partir para a emboscada agora mesmo! Cochicha o ex-
funcionário (24), atrás de uma moita. E voltando ao lado de dentro...
— Penso e sinto que está tudo calmo e tranquilo além da conta! Frederico está desconfiado, inseguro e receoso.
— E isso o preocupa? Indaga Juliana.
— Não sei dizer isso a você... só sei que é algo bem estranho para mim!
— Bobagem, aposto que seus ex‐colegas de escritório já sumiram de vez do mapa! Frederico e Juliana sorriem mutuamente.
— Sei que vocês nem namoram, nem nada... só que sabem que dariam um belo casal, futuramente? Não me levem a mal por lhes dizer isso, por favor! Elogia o primo.
— Cada coisa em seu tempo, primo! O que nem foi de ontem, nem é de hoje, será de amanhã! Frederico sorri.
— Eu até que compreendo e concordo com o que você disse..., mas, ainda não me sinto preparada, sabe como é, não é mesmo?
O primo sorri.
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O Desespero de um Solteiro
HumorNo primeiro livro da Trilogia O Desespero de um Solteiro, o escriturário desesperado Frederico Lorenzoni precisa conquistar a fotógrafa sonhadora Juliana Medeiros para provar aos colegas de trabalho e a si mesmo que não é um triplo doente mental. Co...
