"ESCRITÓRIO EM VITÓRIA"
— Mas me diga, Frederico: por que seus colegas insistem que você só pode ser louco, psicopata e retardado mental? Pergunta o patrão local intrigado.
— Louco por não ter noção da realidade, psicopata por ser frio e calculista e retardado mental por ter baixa capacidade intelectual. Se não percebo que a mulher é valiosa, sou louco. Se a desprezo, sou psicopata. E se não raciocino para saber que ela faz toda a diferença, sou retardado mental. Responde Frederico todo sem jeito.
— Só que você não tem cara de doente mental!
— Pois é, mas, eu preciso de uma namorada urgentemente!
"CASA DO CASAL LORENZONI"
— E a busca pela fotógrafa Juliana Medeiros continua! Ela ficou de aparecer em uma feira
literária em Vitória (Espírito Santo) e sumiu sem explicação! Acredita-se que ela tenha se perdido durante o voo! Ah, esperem só um momento! De acordo com informações que me foram repassadas agora mesmo a Juliana está em posse de uma dupla de criminosos profissionais! Diz a repórter de TV.
— Quem faria uma coisa dessas? Pergunta o Senhor Lorenzoni.
— Não sei... quem sabe, aquele tal de Doidivanas e alguém que ele conheça! Responde a Senhora Lorenzoni.
"OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO LUA BOLADA"
— Alô? Oi, Hairan, pode falar! Diz Marihá ao telefone e do lado de um telescópio.
— Marihá, surgiu uma notícia na TV de que uma fotógrafa, a Juliana Medeiros, foi sequestrada por dois criminosos profissionais! A Anne e eu achamos que um deles é aquele tal de Doidivanas! Responde Hairan, aflita.
— Fale para ela que essa tal fotógrafa e a mulher que o Frederico não tira da cabeça devem ser a mesma pessoa! Complementa Anne. "ESCRITÓRIO EM VITÓRIA"
— Certamente que se fosse um doente mental, já teria sido detido e não estaria trabalhando conosco, na realidade!
— Só que eles insistem que eu me acho o cara apenas porque continuo como solteiro até os dias atuais!
"APARTAMENTO DO CASAL MEDEIROS"
— Querida, não temos mais dinheiro para dar a nenhum bandido, o que faremos agora? Pergunta o Senhor Medeiros, aflito.
— Ah! Já não sei de nada, querido! E ela estava tão contente em participar daquela feira literária! Responde a Senhora Medeiros, desolada. "ESCONDERIJO NO BECO"
— Gatinha, ainda esperamos pela bufunfa de seus pais! Diz Doidivanas.
— Chefe, será que não podemos dividir a gostosona e esquecer o dinheiro?
— Essa baranga não me agrada! Precisamos do dinheiro e já!
— Bom, está certo! Mas eu ainda preferia a boazuda mesmo!
Juliana faz uma cara péssima. "ESCRITÓRIO EM VITÓRIA"
— Escute só, Frederico... você parece bem cansado, enjoado e estressado. Dê um passeio e volte após arejar a cabeça, o que me diz da ideia? Frederico sorri.
Quinze minutos mais tarde... "RUA LATERAL À DO BECO"
"Já nem sei por onde estou andando agora! Simplesmente quero achar aquela mulher!" Frederico está extremamente pensativo.
— Não adianta, meu bem! Você somente será liberada depois que nós formos pagos! Diz Doidivanas em direção a Frederico.
— Sim, veja se não se esquece mais disso! Reforça o colega na mesma direção.
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O Desespero de um Solteiro
HumorNo primeiro livro da Trilogia O Desespero de um Solteiro, o escriturário desesperado Frederico Lorenzoni precisa conquistar a fotógrafa sonhadora Juliana Medeiros para provar aos colegas de trabalho e a si mesmo que não é um triplo doente mental. Co...
