Capítulo XI: O Natal É Época de Se Apaixonar e de Se Renovar!

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"ESCRITÓRIO EM VITÓRIA"

— Mas me diga, Frederico: por que seus colegas insistem que você só pode ser louco, psicopata e retardado mental? Pergunta o patrão local intrigado.

— Louco por não ter noção da realidade, psicopata por ser frio e calculista e retardado mental por ter baixa capacidade intelectual. Se não percebo que a mulher é valiosa, sou louco. Se a desprezo, sou psicopata. E se não raciocino para saber que ela faz toda a diferença, sou retardado mental. Responde Frederico todo sem jeito.

— Só que você não tem cara de doente mental!

— Pois é, mas, eu preciso de uma namorada urgentemente!

"CASA DO CASAL LORENZONI"

— E a busca pela fotógrafa Juliana Medeiros continua! Ela ficou de aparecer em uma feira

literária em Vitória (Espírito Santo) e sumiu sem explicação! Acredita-se que ela tenha se perdido durante o voo! Ah, esperem só um momento! De acordo com informações que me foram repassadas agora mesmo a Juliana está em posse de uma dupla de criminosos profissionais! Diz a repórter de TV.

— Quem faria uma coisa dessas? Pergunta o Senhor Lorenzoni.

— Não sei... quem sabe, aquele tal de Doidivanas e alguém que ele conheça! Responde a Senhora Lorenzoni.

"OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO LUA BOLADA"

— Alô? Oi, Hairan, pode falar! Diz Marihá ao telefone e do lado de um telescópio.
— Marihá, surgiu uma notícia na TV de que uma fotógrafa, a Juliana Medeiros, foi sequestrada por dois criminosos profissionais! A Anne e eu achamos que um deles é aquele tal de Doidivanas! Responde Hairan, aflita.

— Fale para ela que essa tal fotógrafa e a mulher que o Frederico não tira da cabeça devem ser a mesma pessoa! Complementa Anne. "ESCRITÓRIO EM VITÓRIA"

— Certamente que se fosse um doente mental, já teria sido detido e não estaria trabalhando conosco, na realidade!

— Só que eles insistem que eu me acho o cara apenas porque continuo como solteiro até os dias atuais!

"APARTAMENTO DO CASAL MEDEIROS"

— Querida, não temos mais dinheiro para dar a nenhum bandido, o que faremos agora? Pergunta o Senhor Medeiros, aflito.

— Ah! Já não sei de nada, querido! E ela estava tão contente em participar daquela feira literária! Responde a Senhora Medeiros, desolada. "ESCONDERIJO NO BECO"

— Gatinha, ainda esperamos pela bufunfa de seus pais! Diz Doidivanas.

— Chefe, será que não podemos dividir a gostosona e esquecer o dinheiro?

— Essa baranga não me agrada! Precisamos do dinheiro e já!

— Bom, está certo! Mas eu ainda preferia a boazuda mesmo!

Juliana faz uma cara péssima. "ESCRITÓRIO EM VITÓRIA"

— Escute só, Frederico... você parece bem cansado, enjoado e estressado. Dê um passeio e volte após arejar a cabeça, o que me diz da ideia? Frederico sorri.

Quinze minutos mais tarde... "RUA LATERAL À DO BECO"

"Já nem sei por onde estou andando agora! Simplesmente quero achar aquela mulher!" Frederico está extremamente pensativo.

— Não adianta, meu bem! Você somente será liberada depois que nós formos pagos! Diz Doidivanas em direção a Frederico.
— Sim, veja se não se esquece mais disso! Reforça o colega na mesma direção.

O Desespero de um SolteiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora