"CASA DE FREDERICO"
"Preciso achar um jeito de esquecer a ideia de me relacionar de forma séria com a Juliana... ou, pelo menos, até que ela decida me aceitar de vez!" Frederico está em frente à janela de seu quarto, pensativo.
— Sim pai, está tudo ótimo! O Frederico e eu iremos ao cinema juntos mais tarde... mas, como amigos apenas! Juliana está ao telefone.
"CONSULTÓRIO — INTERDITADO"
— Que palhaçada é essa afinal? Não mandei ninguém fechar meu consultório! O Doutor está deveras surpreso.
— Você não, só que eles, sim! Responde o policial (1), apontando para a direita.
O Doutor olha para o lado e vê os Sindicatos
Organizados de Mídia e de Medicina reunidos.
— E estamos aqui, em frente ao antigo consultório do Doutor Maxpir Ado! Esse homem tão doentio e insensato cometeu uma série de crimes contra o escriturário Frederico Lorenzoni! Diz o repórter de TV.
— Eu chamarei meu advogado contra vocês! O Doutor já está cansado daquilo tudo.
— E, na certa, dirá que nós todos somos loucos, psicopatas e retardados mentais! Responde a repórter de TV.
— Estou vendo que vocês não leram meu mais recente livro!
— Qual livro, Combatendo a Triplicidade das Doenças Mentais? Pergunta um médico.
— Saiba que somente pessoas sem cultura e informação continuarão acreditando em seus gestos e palavras! Afirma uma médica. "CLIC!"
— Sujeitinho tão arrogante e egoísta esse, não é verdade? Questiona Marihá.
— Sim, tomara que vá preso logo de uma vez! Concorda Hairan.
— Ficarei muito feliz se assim for feito verdadeiramente! Consente Anne. "EX‐CONSULTÓRIO"
— Sabemos que você fez determinados acordos com o criminoso profissional Doidivanas da Silva Brito, Doutor Maxpir Ado! O Delegado está chegando em seu carro com um de seus homens.
— Renda-se de maneira totalmente pacífica ou lhe será pior, entendeu bem o que disse? Afirma o policial (2), sentado ao lado do Delegado.
— Vocês estão achando que sou um doente mental?
"CASA DE FREDERICO"
— Ei, Frederico, está tudo bem?
— Sim, Juliana, está tudo bom demais da conta, é sério!
— Sabe, estive pensando e decidi que já estou pronta para ser sua namorada, você me aceita como seu par romântico?
Os olhos de Frederico brilham de tanta alegria e sensibilidade e ele faz que sim com a cabeça. "EX-CONSULTÓRIO"
— Bolas, isso não ficará assim! Aguardem até que eu seja liberado e verão só do que sou capaz! Diz o Doutor, sendo carregado para dentro do camburão pelos policiais (3) e (4).
— Você ficará preso por, no mínimo, cinquenta anos seguidos, está bom assim? O Delegado está rindo demais.
— Juliana, fiz essa poesia para você: Você Completa Meu Íntimo e Ínfimo! Posso lê-la agora? Juliana faz que sim com a cabeça.
Confesso a você que até então, eu mesmo não fazia a menor ideia do que era amar outra pessoa! A princípio e a rigor, pode até ser que, como algo falso, isso possa parecer que soa!
Mas não, você é alguém que eu nem sequer fazia ideia de que existia!
E, então, assim, do nada e sem mais nem menos, apareceu e acabou com minha azia!
No começo, era tudo uma aposta idiota, não precisava provar nada a ninguém, nem, muito menos, a mim próprio!
Tudo começou com tamanha implicância de um pessoal que parece ter vindo de um fóssil!
Só que, agora, é tudo tão admirável, encantador e maravilhoso, nada como poder estar a seu lado!
Também espero que possamos estar juntos sem restrição e de bom grado!
Frederico e Juliana sorriem mutuamente. "CASA DO PRIMO"
— Pois é, querida! Depois do Doidivanas, foi a vez do Doutor ser capturado! O primo está todo prosa e satisfeito.
— Que bom, tomara que não sejam liberados! A esposa do primo está toda prosa e satisfeita também.
"EX‐CONSULTÓRIO"
— E, por garantia, você não ficará no mesmo lugar do que o Doidivanas, está certo assim, Doutor? Informa o Delegado.
O Doutor faz uma cara toda emburrada e fechada.
— Juliana, quer ir comigo à Sorveteria Calda e Palito amanhã depois do serviço? Pergunta Frederico sorrindo.
Juliana faz que sim com a cabeça e sorri também. "CASA DA IRMÃ DE JULIANA"
— Até que enfim, estamos livres de mais uma ameaça ambulante! Exclama a irmã de Juliana, toda prosa e satisfeita também.
— Sim, é o que mais espero agora! Salienta o cunhado de Juliana, todo prosa e satisfeito também.
Fim da tarde do dia seguinte... "AGÊNCIA"
— Juliana, isso, declarada, decidida e definitivamente, está errado! Frederico está todo sem jeito.
— Frederico, mas como assim? Juliana está sem compreender o que se passa.
— Isso não é um encontro: nós estamos trabalhando juntos e iremos à Sorveteria Calda e
Palito juntos, qual é o clima disso?
— Você tem toda a razão com o que diz... irei para a casa de meus pais tomar banho e encontrarei você por lá então, beleza?
Frederico faz que sim com a cabeça e ambos sorriem mutuamente.
Uma hora mais tarde...
"SORVETERIA CALDA E PALITO"
— Juliana, aqui estou eu! Posso chamá-la de querida agora? Diz Frederico, saindo do próprio carro.
— Frederico, só se eu puder lhe chamar de querido agora, o que você me diz? — pergunta Juliana de volta, esperando na porta da sorveteria.
Ambos sorriem mutuamente mais uma vez. Cinco minutos mais tarde...
— Querida, esse é o dia mais feliz de minha vida, sabia? — diz Frederico, tomando um sundae triplo de chocolate com creme na mesma vasilha do que Juliana.
— Querido, esse é o meu também!
"CASA DO CASAL LORENZONI"
— Que bom que aceitaram nosso convite para podermos jantar juntos! Exclama o Senhor Lorenzoni, abrindo a porta.
— Sim, é algo extremamente importante para nós dois! Explica a Senhora Lorenzoni, já esperando sentada na mesa da sala.
— Sim, sabemos disso e para nós dois idem! Responde o Senhor Medeiros, já dentro da casa.
— E por de certo, nossos filhos também estão se dando bem demais da conta! Salienta a Senhora Medeiros, já dentro da casa também.
"SORVETERIA"
Frederico e Juliana se beijam em público.
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O Desespero de um Solteiro
HumorNo primeiro livro da Trilogia O Desespero de um Solteiro, o escriturário desesperado Frederico Lorenzoni precisa conquistar a fotógrafa sonhadora Juliana Medeiros para provar aos colegas de trabalho e a si mesmo que não é um triplo doente mental. Co...
